Áreas dos Estados Unidos onde as prisões realizadas pelo ICE mais aumentaram em 2025 também registraram queda no emprego, segundo uma análise da Brookings Institution.
O levantamento acompanhou 64 áreas metropolitanas onde a fiscalização migratória cresceu de forma mais intensa, incluindo Miami–Fort Lauderdale–West Palm Beach, além de regiões como Los Angeles, Chicago, Atlanta e Minneapolis. No Sul da Flórida, a média mensal de prisões considerada pela análise passou de 131 em 2024 para 370 após a intensificação da fiscalização.
Seis meses depois do aumento das operações, o emprego nessas áreas estava, em média, 0,43% abaixo do que seria esperado sem aquela mudança. Os pesquisadores estimam ainda que cada prisão adicional esteve associada a uma redução equivalente a cerca de quatro empregos. Isso não significa que cada detenção tenha provocado diretamente quatro demissões, mas indica um impacto mais amplo na economia local.
Entre as possíveis razões, trabalhadores deixaram de comparecer ao emprego por medo das operações, empresas enfrentaram falta de mão de obra e moradores reduziram saídas e gastos. Construção, restaurantes e hotelaria aparecem entre os setores afetados, mas os efeitos também chegaram a trabalhadores nascidos nos Estados Unidos.
Outro levantamento, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), encontrou efeito semelhante em Los Angeles. As visitas a estabelecimentos próximos a locais de operações migratórias caíram até 11% nas semanas seguintes às ações de 2025.
A Casa Branca contesta essa interpretação e afirma que uma fiscalização migratória mais rígida protege trabalhadores americanos e reduz a pressão sobre as comunidades.
