As maiores montadoras de automóveis dos Estados Unidos querem fechar definitivamente as portas do mercado americano aos carros chineses. O setor voltou a pressionar o Congresso para aprovar, ainda em 2026, uma lei que proíba a venda, a importação e a fabricação de veículos conectados ligados à China.
A mobilização é liderada pela Alliance for Automotive Innovation, que representa fabricantes como General Motors, Ford, Toyota e Volkswagen. A associação argumenta que os veículos chineses podem representar riscos à segurança nacional por meio de sistemas capazes de coletar informações sobre motoristas, trajetos e localização.
Mas a preocupação também é econômica. Montadoras chinesas, como a BYD, avançam em mercados internacionais com veículos de preços competitivos. Segundo a associação, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de carros da China nos primeiros oito meses deste ano, superando todo o volume de 2025.
Os Estados Unidos já impõem tarifas superiores a 100% sobre carros elétricos chineses e adotaram restrições a tecnologias conectadas desses veículos. As fabricantes querem transformar essas barreiras em lei para impedir que sejam revertidas por futuros governos.
A proposta conta com apoio de republicanos e democratas, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O assunto também expõe uma diferença de posições: Donald Trump já admitiu aceitar fábricas chinesas nos EUA, desde que gerem empregos americanos.
