Uma nova regra em vigor desde sexta-feira (18) ampliou os critérios usados na análise de determinados pedidos de green card. Agentes de imigração passam a ter mais liberdade para considerar benefícios públicos ao avaliar se o candidato pode depender do governo no futuro.
A regra anterior concentrava a análise em assistência financeira direta e internação de longo prazo paga pelo governo. Agora, programas vinculados à renda, como Medicaid, SNAP, WIC e alimentação escolar gratuita ou subsidiada, também podem ser considerados.
Receber um desses benefícios não resulta automaticamente na rejeição do green card. A decisão deve considerar o conjunto da situação do candidato, incluindo idade, saúde, família, renda, patrimônio, escolaridade, qualificação profissional e perspectivas de emprego.
A mudança vale para pedidos de adjustment of status apresentados a partir de 18 de setembro. Refugiados, asilados e determinadas vítimas de violência doméstica, tráfico humano ou outros crimes continuam isentos. A regra também não se aplica à renovação do green card nem ao pedido de cidadania.
Uma coalizão de 22 estados e Washington, D.C., entrou na Justiça para tentar suspender a medida. O DHS estima que cerca de 950 mil pessoas possam abandonar ou deixar de solicitar benefícios por receio de consequências migratórias, incluindo cidadãos americanos de famílias com diferentes status. Esse número não representa uma estimativa de pedidos de green card que serão negados.
