Recomendações para estocar alimentos, água e medicamentos ganharam força nas redes sociais após a divulgação de um plano do Pentágono para preparar bases militares para situações extremas. Publicações relacionam a medida ao temor de uma guerra ou de um ataque cibernético capaz de provocar um apagão de grandes proporções.
O projeto FORTRESS, divulgado pela Fox News em 25 de outubro, prevê ampliar a capacidade de instalações militares de funcionar por até 90 dias sem depender de redes externas de energia, água, combustível e comunicações.
A preocupação envolve possíveis ataques contra infraestruturas essenciais, incluindo sistemas elétricos e de abastecimento. Uma ofensiva cibernética poderia interromper esses serviços, enquanto um conflito militar também poderia comprometer o fornecimento de recursos.
A discussão cresceu depois que Dan Bongino, ex-diretor adjunto do FBI, recomendou em seu podcast que famílias mantivessem alimentos, água e itens essenciais suficientes para 30 dias, como medida preventiva.
Outros governos também divulgaram orientações de emergência. O Reino Unido recomenda reservas domésticas para três dias, enquanto a União Europeia defende preparação para pelo menos 72 horas.
Nos Estados Unidos, manter suprimentos já faz parte das recomendações para enfrentar furacões, enchentes e apagões. Apesar das especulações nas redes sociais, não há confirmação oficial de uma guerra iminente ou de um ataque cibernético prestes a provocar um apagão nacional.
