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Brasileira desafia o ICE após espalhar cartazes de Flávio Bolsonaro como ‘procurado’ em Nova York

Críticos da manifestante alegam que a afixação dos impressos poderia configurar uma infração federal por divulgar informações falsas

Renata teve seus dados pessoais, incluindo o endereço nos EUA e informações profissionais, divulgados nas redes sociais por seus opositores (Foto: Reprodução Youtube)
Renata teve seus dados pessoais, incluindo o endereço nos EUA e informações profissionais, divulgados nas redes sociais por seus opositores (Foto: Reprodução Youtube)

Identificada pela imprensa como Renata Díaz e conhecida nas redes sociais como Kupalua, a brasileira que espalhou cartazes com a fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a palavra “Wanted” em Nova York, publicou um novo vídeo em resposta à mobilização de apoiadores do parlamentar, que solicitaram a intervenção das autoridades migratórias. Seus críticos alegam que a afixação dos cartazes poderia configurar uma infração federal por divulgar informações falsas.

“A ICE ainda não me pegou. Eu tô aqui ainda livre”, afirmou na gravação publicada na segunda-feira (2). Em seguida, ironizou os críticos: “Gente, tagueia mais! Vocês estão tagueando pouco. Não para de taguear a ICE”.

A legislação americana garante ampla proteção à liberdade de expressão, mas estabelece restrições ao uso de instalações públicas. A Metropolitan Transportation Authority (MTA), responsável pelo sistema de transporte de Nova York, proíbe a fixação de materiais não autorizados em suas dependências, e o descumprimento dessas normas pode resultar em sanções.

Até quinta-feira (5), não havia confirmação pública de que o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) tivesse aberto uma investigação ou adotado medidas migratórias contra a brasileira. Sua situação imigratória também não foi divulgada oficialmente.

Polêmica teve início no fim de semana de Halloween

Fantasiada e usando uma máscara, a ativista percorreu ruas e estações de metrô da cidade no domingo (1º), afixando impressos que simulavam avisos policiais. Além da fotografia do senador, o material trazia acusações de supostos crimes contra a democracia e a hashtag #deportbolsonaro. Uma observação no rodapé esclarecia que se tratava de uma sátira, sem caráter oficial.

Nos vídeos divulgados nas redes sociais, Kupalua defende a deportação de Flávio Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. Ela também contesta a alegação de que o parlamentar seja vítima de perseguição política, acusa o presidente Donald Trump de interferir no processo eleitoral brasileiro e convoca internautas a se mobilizarem contra o governo americano.

O parlamentar é investigado em dois procedimentos no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionados a suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e ao financiamento do filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar das acusações, o senador não é considerado foragido da Justiça brasileira e não possui mandado de prisão em vigor.

Com informações de Metrópoles e RedeTV!.

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