Dobra o número de imigrantes que solicita saída voluntária do País

Maioria que opta pela saída voluntária, pretende lutar para retornar aos EUA do País de origem

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Imigrantes estão optando por sair voluntariamente FOTO Miami International Airport - divulgação
Imigrantes estão optando por sair voluntariamente FOTO Miami International Airport - divulgação

O número de imigrantes em processo de deportação que solicita a saída voluntária dos Estados Unidos duplicou no ano fiscal de 2018 – outubro de 2017 a setembro de 2018 -. Esses imigrantes têm processos pendentes na Justiça, muitos estão detidos e optam por deixar o País em vez de lutar nos tribunais. Quem faz essa opção não tem em sua ‘ficha’ a deportação.

Se o imigrante é deportado, ele tem que cumprir um castigo em seu País de origem e pode ser que nunca mais consiga um visto para voltar para os EUA. Quem sai voluntariamente dos EUA pode tentar voltar em um prazo menor.

“Imigrantes que recebem voluntary departure são obrigados a sair dos Estados Unidos dentro de um determinado período acordado com o juiz de imigração. Aqueles que violam o acordo de saída voluntária automaticamente recebem uma ordem de deportação”, explica a advogada de imigração Renata Castro.

Segundo Renata, nem todos os imigrantes são elegíveis a obter saída voluntária. Aqueles com histórico criminal não podem solicitar saída voluntária. Além disso, os que requerem saída voluntária são obrigados a pagar por sua passagem. Os que solicitam saída voluntária enquanto estou em detenção imigratória têm que sair direto da cadeia para o aeroporto com destino ao país de origem.

Não há uma explicação para o aumento de pedidos de saída voluntária, mas especialistas acreditam que sob a administração Trump, a vitória na Corte tem sido cada vez mais difícil e muitos têm que esperar pela audiência presos.

Esse é o caso de Alejandra Gacia Zamarrón, que foi trazida para os EUA pelos pais há mais de 20 anos do México. Ela foi presa na Geórgia por estar dirigindo um carro sem registro. A princípio, ela decidiu lutar para permanecer nos EUA, mas depois de meses presa, ela acabou solicitando a saída voluntária.

“Minha família e eu decidimos que o melhor seria lutar para voltar para os EUA do México e não presa”, comentou Alejandra.