‘Angela Merkel está do lado certo da história dos refugiados’, afirma Obama

Presidente americano visitou a Europa e defendeu livre comércio entre União Europeia e EUA

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A chanceler alemão Angela Merkel e o presidente Barack Obama
A chanceler alemão Angela Merkel e o presidente Barack Obama

DA REDAÇÃO (com Valor Econômico) – Em visita à Alemanha para defender o tratado de livre comércio entre União Europeia e Estados Unidos, o presidente Barack Obama, elogiou as medidas adotadas pela chanceler Angela Merkel para lidar com crise dos refugiados na Europa. Para Obama, Merkel “está do lado certo da história”.

“Merkel dá voz aos princípios que unem as pessoas, e não aos que as dividem”, declarou. Ele diz ter orgulho por Merkel ter adotado políticas mais brandas para expressar preocupações humanitárias.

A chanceler tem sido alvo de críticas por permitir que refugiados da Síria e de outras zonas de conflito fiquem na Alemanha. Ela também apoia a migração para outros países europeus e tomou parte no acordo entre União Europeia e Turquia para assistir o fluxo migratório.

No sábado, Merkel defendeu a criação de zonas seguras dentro da Síria, durante visita ao campo de refugiados de Gaziantep, na Turquia. A proposta é criticada pela ONU devido à instabilidade provocada pela guerra civil no país.

Obama, contudo, disse que não apoia as zonas seguras na Síria, porque a medida exigiria um comprometimento militar muito grande. Ele afirmou ainda que, ao lado de seus assessores, tem considerado o projeto, mas que o plano não é viável. Segundo ele, esse passo não poderia ser tomado sem que os militares “ocupassem grande parte” da Síria.

O presidente também descartou, em entrevista à BBC, o envio de tropas terrestres à Síria. “Seria um erro para os Estados Unidos enviar tropas terrestres para derrubar o regime de [Bashar al-] Assad”, afirmou. Ele também disse não acreditar que o Estado Islâmico será derrotado durante os nove meses que lhe restam no governo. “Mas podemos encurtar aos poucos sua área de atuação.”

Coreia do Norte

Em resposta à declaração feita na véspera pelo ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Su-yong, de que o regime de Pyongyang só interromperá ações militares quando terminarem os exercícios entre as Forças Armadas americanas e sul-coreanas, Obama afirmou que os norte-coreanos “terão de fazer melhor que isso” e que Washington não leva a proposta a sério.

A declaração ocorreu pouco depois de a Coreia do Norte ter reivindicado o lançamento de um míssil balístico a partir de um submarino, em nova provocação aos Estados Unidos e à vizinha Coreia do Sul. Obama reiterou que, a menos que haja uma mudança série no posicionamento da Coreia do Norte, os Estados Unidos continuarão a trabalhar ao lado da Coreia do Sul e do Japão e a aperfeiçoar planos de defesa para manter norte-americanos e aliados seguros.