Após aprovar cassação de Roberto Brant, Conselho de Ética vota caso Luizinho

Professor Luizinho pode ser o primeiro petista a ser cassado depois de José Dirceu

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Cinco integrantes do Conselho de Ética estão contra e três a favor da cassação do mandato do deputado Professor Luizinho (PT-SP) até este momento. Os integrantes votam o parecer do deputado Pedro Canedo (PP-GO), que recomenda a cassação do deputado Professor Luizinho (PT-SP), acusado de se beneficiar do chamado “valerioduto. Na manhã desta quinta-feira (26/01), foi aprovada por oito votos a sete a cassação de deputado Roberto Brant (PFL).

O deputado Nelson Trad (PMDB-MS) anunciou que votará com o relator Pedro Canedo (PP-GO). As demais manifestações pela cassação foram da deputada Ann Pontes (PMDB-PB) e do próprio relator. Já contra a perda de mandato estão os deputados Angela Guadagnin (PT-SP), Benedito de Lira (PP-AL) e Edmar Moreira (PFL-MG), além de Jairo Carneiro e Bosco Costa.

Ann Pontes disse que, embora não tenha intermediado a operação, Luizinho teria também dito ao assessor que seria possível levantar dinheiro junto ao então tesoureiro. José Nilson dos Santos, ao final, sacou R$ 20 mil das contas do empresário Marcos Valério de Souza, sob orientação de Delúbio. O dinheiro serviu para pagar despesas de campanhas de candidatos do PT no ABC. Logo depois da manifestação de Ann Pontes, o deputado Edmar Moreira (PFL-MG) anunciou que votará contra o parecer pela cassação.

Professor Luizinho nega e afirma que, sem o seu conhecimento, um dos seus assessores recebeu dinheiro do PT nacional, por meio do empresário Marcos Valério, para custear a pré-campanha de candidatos a vereador na região do ABC paulista. Na ocasião, o deputado afirmou que não tinha conhecimento dos saques, nem do “mensalão”.

Aprovada cassação de Brant – Coube ao presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), dar o voto de minerva pela cassação do mandato do deputado Roberto Brant (PFL-MG). Por oito votos a sete, o Conselho de Ética da Câmara na manhã desta quinta-feira aprovou o relatório do deputado Nelson Trad (PMDB-MS) que propõe a cassação.

Pela absolvição de Brant votaram os deputados Jairo Carneiro (PFL-BA), Moroni Torgan (PFL-CE), Ângela Guadagnin (PT-SP), Edmar Moreira (PL-MG), Bosco Costa (PSDB-SE), Benedito de Lira (PP-AL) e Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA), que substituiu Gustavo Fruet (PSDB-PR). Votaram a favor da cassação os deputados Ann Pontes (PMDB-PA), Josias Quintal (PSB-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ), Orlando Fantazzini (PSOL-SP), Pedro Canedo (PP-GO), Júlio Delgado (PSB-MG) e Ricardo Izar.

Em seguida, o deputado Roberto Brant disse que está confiante e que tem certeza de que será abolvido pelo Plenário. Independentemente desse resultado, o deputado mineiro reiterou que abandonará a vida pública.

Roberto Brant foi citado no relatório preliminar das comissões parlamentares mistas de inquérito dos Correios e da Compra de Votos (já encerrada) como beneficiários de recursos de empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza. O publicitário mineiro é apontado como um dos operadores do suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada.

Fruet deixa Conselho de Ética – O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) anunciou ao presidente do Conselho de Ética e Decoro parlamentar, Ricardo Izar (PTB-SP), sua saída do órgão. Segundo Izar, Fruet alegou incompatibilidade entre o trabalho no conselho e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios. Gustavo Fruet é sub-relator de Movimentação Financeira da CPMI.

Nos bastidores, o motivo da saída de Fruet seria outro. Ele estaria sendo pressionado pelo partido a votar contra o relatório que pede a cassação do deputado Roberto Brant (PFL-MG). Como integrante da CPI dos Correios, Fruet teria dito que não achava correto votar contra a cassação.

Pedido a Izar – O deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS) solicitou a intervenção do presidente do conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), para permitir o acesso a documentos da CPMI dos Correios. Relator do processo contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), Schirmer solicitara à comissão algumas informações, mas os papéis foram retidos, segundo ele, pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que alegou serem sigilosos.