Após guerra de lances, JetBlue concorda em comprar Spirit por $3.8 bilhões

Defensores dos consumidores temem que a fusão prejudique os interesses dos passageiros

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Compra da Spirit dá mais musculatura à JetBlue para brigar com as companhias áereas americanas mais fortes do mercado (Foto: Airbus.com)
Compra da Spirit dá mais musculatura à JetBlue para brigar com as companhias áereas americanas mais fortes do mercado (Foto: Airbus.com)

A JetBlue Airways concordou em comprar a Spirit Airlines por $3.8 bilhões e criar a quinta maior companhia aérea do país, se o acordo conseguir a aprovação dos reguladores antitruste. O acordo de quinta-feira (28) encerrou uma guerra de lances de meses e chega um dia depois da tentativa da Spirit em se fundir com a companhia aérea de baixo custo Frontier Airlines desmoronou. O CEO da Spirit, Ted Christie, está sendo empurrado para a posição embaraçosa de defender uma venda para a JetBlue depois de argumentar veementemente contra ela, dizendo que os reguladores antitruste nunca deixariam isso acontecer.

“Muito foi dito nos últimos meses, obviamente, sempre com nossos stakeholders em mente”, disse Christie à CNBC. “Estamos ouvindo o pessoal da JetBlue e eles têm muitos bons pensamentos sobre seus planos para isso.” O CEO da JetBlue, Robin Hayes, argumentou o tempo todo que uma JetBlue maior criaria mais concorrência para as quatro companhias aéreas que controlam cerca de 80% do mercado dos EUA – American, United, Delta e Southwest.

As ações da Spirit, com sede em Miramar, Flórida, subiram 3.5% na abertura da Bolsa na quinta-feira, chegando a $25.15, ainda abaixo do preço que a JetBlue está oferecendo. As ações da JetBlue ficaram essencialmente estáveis. A Spirit Airlines acaba regularmente como a pior, ou quase a pior, quando as companhias aéreas são classificadas pela taxa de reclamações dos consumidores. Ainda assim, alguns defensores do consumidor temem que as tarifas aumentem se desaparecerem. A Spirit e rivais semelhantes, Frontier e Allegiant, cobram tarifas mínimas que atraem os viajantes de lazer mais preocupados com o orçamento, embora agreguem mais taxas que podem aumentar o custo do voo.

“A Spirit vai desaparecer e, com ela, sua estrutura de baixo custo”, disse William McGee, do projeto anti-fusão American Economic Liberties Project. “Assim que a Spirit for absorvida (pela JetBlue), não há dúvida de que as tarifas vão subir.” Outros, no entanto, dizem que a Frontier vai crescer – tem um grande número de aviões encomendados – e preencher qualquer lacuna deixada pela Spirit no segmento mais barato do mercado de viagens aéreas. A JetBlue e a Spirit continuarão a operar de forma independente até que o acordo seja aprovado pelos reguladores e acionistas da Spirit, com seus programas de fidelidade e contas de clientes separados.