A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25) contrariou os esforços de funcionários do governo Donald Trump que, segundo investigação, atuaram para favorecer a volta da família Bolsonaro ao poder. Uma reportagem da Reuters ouviu dez funcionários e ex-funcionários americanos que relataram articulação dentro do Department of State para enfraquecer Lula politicamente.
A reportagem aponta que dois funcionários pressionaram pela aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apoiaram a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA. O governo Trump também impôs tarifas de 50% a produtos brasileiros e cancelou vistos de ministros do STF, embora não confirmação da participação direta dos dois assessores nessas medidas.
Os envolvidos seriam Darren Beattie, assessor para assuntos do Hemisfério Ocidental, e Ricardo Pita. Os dois inicialmente defenderam o retorno de Jair Bolsonaro e, depois da sua condenação, passaram a apoiar Flávio Bolsonaro. Eles teriam orientado diplomatas americanos a evitar contatos com outros candidatos conservadores.
A Reuters não conseguiu determinar se os funcionários agiram por ordem da Casa Branca ou do secretário de Estado, Marco Rubio. O Department of State afirmou que suas medidas buscavam combate ao narcotráfico e defesa da liberdade de expressão.
