Aumenta o número de indocumentados tentando entrar nos EUA pela fronteira com o México

Em março, foram 7.259 travessias e prisões a mais em comparação com fevereiro e um total de 33.335 detenções

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Imigrantes entram nos EUA através do Deserto Sonoran, no Arizona
Imigrantes entram nos EUA através do Deserto Sonoran, no Arizona

Depois do declínio no número de imigrantes que tentam cruzar a fronteira dos EUA com o México ao longo do inverno, o volume aumentou no mês de março. As últimas estatísticas divulgadas pela Patrulha da Fronteira – CBP –  revelaram o aumento na quantidade de apreensões na região mês passado em contraste com março de 2015. As informações são do Brazilian Voice.

Foram 7.259 travessias e prisões a mais no mês passado em comparação com fevereiro e um total de 33.335 detenções. O aumento das travessias, a maioria composta por pessoas fugindo da violência e pobreza na América Central através do México, ocorre depois da pressão feita pela administração Obama no início de 2016 que resultou em batidas migratórias em residências de imigrantes indocumentados.

A princípio, as batidas imigratórias pareceram diminuir o fluxo migratório e o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Jeh Johnson, elogiou mês passado os baixos índices registrados em fevereiro enquanto mencionava explicitamente as batidas migratórias. O DHS divulgou um relatório com as estatísticas de março, frisando que os números ainda eram muito mais baixos que em março de 2014, quando ocorreram 45.596 detenções.

“O Departamento de Segurança Interna continua a monitorar de perto o fluxo migratório atual e trabalha agressivamente para combater as causas e impedir aumentos futuros na imigração não autorizada, ao mesmo tempo garantindo àqueles com motivos legítimos a oportunidade de buscar proteção”, segundo o comunicado. “Nós também continuamos a apoiar esforços regionais mais amplos para resolver a situação humanitária na América Central”.

As batidas migratórias ocorridas no início do mês foram duramente criticadas por ativistas defensores dos direitos humanos e dos imigrantes, com muitos deles alegando que o retorno das pessoas que fugiram da América Central poderá pôr suas vidas em perigo. Eles argumentam que os imigrantes que conseguiram chegar aos EUA depois de fugirem da violência de gangues e outros perigos em lugares como El Salvador qualificam para serem considerados candidatos a asilo ao invés de simplesmente imigrantes não autorizados.