Aumento de trabalho remoto impacta vistos de imigração

Departamento de Segurança Interna considera permitir permanentemente que empresas verifiquem remotamente a elegibilidade de funcionários

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Foto: Cortesia Pixabay

O Relatório de Tendências de Imigração de 2022, conduzido pela empresa de pesquisas Envoy, relata impacto do aumento do trabalho remoto e híbrido em programas de imigração. De acordo com a pesquisa, 40% dos entrevistados consideram ser mais complexo lidar com a aplicação de condições de trabalho (LCA) para funcionários nessas condições. 

A conformidade fiscal foi listada como uma preocupação por 27% dos entrevistados e cerca de 21% disseram ter problemas para manter arquivos de acesso público. Porém, 39% afirmaram que a adoção do trabalho remoto não teve impacto nos níveis de patrocínio de vistos para os EUA. Na pesquisa, 32% dos empregadores relataram problemas para rastrear com precisão a localização de seus funcionários, o que pode ser problemático em relação a conformidade com alguns vistos.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA divulgou, em agosto, que está considerando permitir permanentemente que as empresas verifiquem remotamente a elegibilidade de alguns funcionários imigrantes para trabalhar nos EUA, dizendo que uma mudança para o trabalho remoto durante a pandemia de COVID-19 provavelmente veio para ficar.

A lei federal de imigração exige que os empregadores inspecionem fisicamente os documentos de elegibilidade de seus trabalhadores imigrantes, como passaportes, green cards e carteiras de motorista, e confirmem sua autenticidade dentro de três dias após a contratação dos trabalhadores.

Em resposta à pandemia, em 2020, o DHS permitiu temporariamente que os empregadores usassem e-mail, vídeo e fax para inspecionar documentos fornecidos por funcionários que estariam trabalhando remotamente. Esse programa foi recentemente estendido até 31 de outubro.