Babá é preso acusado de matar menino de 3 anos na Flórida; laudo revela agressões

Homem foi quem ligou para a mãe da criança para avisá-la que o garoto havia se afogado na banheira, versão que foi desmentida pela polícia

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Ferimentos pelo corpo da criança eram incompatíveis com afogamento (foto: Wikimedia)

O menino Jameson Nance, de três anos, foi encontrado morto dentro da banheira da casa em que morava com a mãe em West Merlbourne, no condado de Brevard, FL, no último  11 de junho. Ele foi deixado sob os cuidados do babá, Joshua Manns, enquanto a mãe trabalhava.

Manns foi quem ligou para informá-la que Jameson “não estava bem, que aparentava ter se afogado”, conforme revelaram os relatórios policiais.

O serviço de emergência foi imediatamente acionado e os agentes telefonaram para o babá para fornecer instruções de primeiros socorros, mas o jovem de 25 anos afirmou que não estava mais no local, de acordo com os investigadores.

Ele teria deixado apenas um bilhete no banheiro dizendo que a morte do menor tinha sido um acidente.

A autópsia no corpo da criança, entretanto, revelou o contrário. Segundo o laudo, não foram encontrados sinais de afogamento e múltiplas marcas de agressões e maus-tratos foram identificadas como rosto inchado, um dente e um costela quebrados, cortes na cabeça e vários hematomas.

 O babá morava no mesmo condomínio que a família e prestava serviços eventuais há mais de um ano. Neste tempo, Jameson havia quebrado a perna duas vezes. 

No último mês, o Department of Children and Families visitou a creche que a criança frequentava para averiguar ferimentos “suspeitos”, incluindo uma queimadura no braço, conforme reportou o jornal Florida Today

Os oficiais também descobriram que a criança faleceu entre 2 e 4 da tarde, e a mãe foi acionada somente às 6 p.m., momento em que o suspeito saía do estado. Ele foi preso na Georgia e levado para a cadeia pública do condado de Brevard no dia 29 de junho.

A primeira audiência judicial foi no dia 9 de julho, onde Manns foi formalmente acusado de homicídio premeditado com agravante de abuso e negligência infantil envolvendo grande dano corporal.

Ele não tem direito a fiança e nenhum defensor público se pronunciou para representá-lo até o momento.

A mãe da criança também está sendo investigada por negligência.