Bancos digitais no Brasil oferecem contas em dólar

Possibilidade de ampliar as contas internacionais para pessoas e empresas no Brasil foi um dos pontos de debate do projeto de lei que institui o novo marco regulatório do mercado de câmbio

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Discussão sobre contas em dólar chega ao Brasil (Foto: Flickr)
Discussão sobre contas em dólar chega ao Brasil (Foto: Flickr)

De olho nas discussões entre o Banco Central e parlamentares sobre avanços no universo das transações internacionais no Brasil, alguns bancos se adiantaram ao debate e já oferecem a possibilidade de seus clientes terem conta corrente em outras moedas que não apenas o real. Os bancos digitais BS2 e C6 já estão com algumas opções para seus clientes. 

Hoje, ter conta em moeda estrangeira no Brasil é permitido apenas para um grupo restrito de instituições, que inclui os bancos, casas de câmbio, emissoras de cartão, embaixadas e algumas outras atividades especializadas. 

A possibilidade de ampliar as contas internacionais para pessoas e empresas no país foi um dos pontos de debate do projeto de lei que institui o novo marco regulatório do mercado de câmbio. O texto segue agora para ser votado no Senado. As restrições a essas contas, porém, devem continuar ainda por algum tempo mesmo depois de a nova lei entrar em vigor, já que o Banco Central planeja fazer uma flexibilização gradual.

Poder ter uma conta em outra moeda no Brasil é um jeito mais fácil de fazer movimentações no exterior sem precisar levar o dinheiro do Brasil para o país em que o correntista se encontra. Isso pode ser feito por meio de transferências, saques ou pagamentos com cartão de débito realizados fora e descontados diretamente da conta no Brasil. É uma alternativa, por exemplo, aos cartões internacionais pré-pagos, que pagam imposto, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mais alto.

Por outro lado, o BC teme que a expansão rápida de contas em outras moedas no país possa estimular os brasileiros a fazerem suas reservas em dólar e criar o risco de uma dolarização da economia, como aconteceu na Argentina. Por isso, a intenção da instituição é rever as regras atuais lentamente. (Com informações da CNN Brasil).