Bloomberg defende legalização de indocumentados

Democrata diz que, se eleito, vai lutar por um caminho para cidadania aos 11 milhões de imigrantes

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Bloomberg sugere o que chamou de uma política equilibrada na área de imigração (Foto: Gage Skidmore – Flickr)
Bloomberg sugere o que chamou de uma política equilibrada na área de imigração (Foto: Gage Skidmore – Flickr)

DA REDAÇÃO – Apesar de saber que o tema é polêmico e que divide o país, o pré-candidato democrata à Casa Branca Michael Bloomberg não fez rodeios ao comentar sobre seus planos para a área de imigração. Ao ser perguntado se defenderia um caminho para a cidadania para os mais de 11 milhões de indocumentados nos Estados Unidos, o ex-prefeito de New York foi sucinto: “É óbvio”.

Bloomberg descreveu seu programa de governo nesta área em uma extensa entrevista publicada num jornal da Califórnia e enumerou suas prioridades – fronteiras mais seguras (começando nos aeroportos), mas uma política humanitária no que diz respeito à deportação. Como exemplo para provar que este equilíbrio é possível, ele citou a sua jurisdição, já que em New York “os imigrantes se sentem seguros, independentemente do status no passaporte, e recebem os serviços públicos que a cidade oferece.

O pré-candidato presidencial também disse que os EUA precisam de mais imigrantes, especialmente aqueles qualificados, “que trazem seus talentos para a América, contribuindo em vários setores da sociedade. E aproveitar para dar uma alfinetada em Donald Trump, ao abordar a questão da separação de crianças dos pais indocumentados. “Você não pode afastar as famílias. Mas pode atuar firme para controlar as fronteiras”, afirmou.

Nesse ponto, Bloomberg lembrou que a maioria dos imigrantes em situação irregular está no país com um visto vencido e chegou de avião. “O muro deve realmente estar ao redor do aeroporto local, e não ao longo do Rio Grande”, argumentou. Para tanto, o democrata pretende trabalhar em conjunto com os países de onde vêm os indocumentados e refugiados. “Temos a obrigação de aumentar a ajuda externa e não me refiro a dinheiro apenas”, concluiu Bloomberg.