Bolsonaro agradece a chineses pelo envio de material para a produção da vacina contra covid-19 no Brasil

China vai apressar a exportação de insumos básicos para a produção das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz; “Agradeço a China pela sensibilidade”, disse o presidente

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Jair Bolsonaro afirmou em seu discurso na Cúpula do Clima (EUA), que dobrará os recursos para combater o desmatamento no Brasil
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O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que em outubro do ano passado disse que a vacina chinesa do laboratório chinês Sinovac “não será comprada”, agradeceu publicamente à China através da sua conta do Twitter, pela rápida liberação de insumos para a produção da Sinovac no Instituto Butantan.

“Eles já estão sendo enviados para o Brasil e vão chegar nos próximos dias. Agradeço a sensibilidade do governo chinês”, escreveu Bolsonaro em sua conta do Twitter na segunda-feira (25).

Os insumos chineses são suficientes para produzir cerca de 8.5 milhões de doses da vacina Sinovac Biotec contra covid-19 no Butantan. O governo chinês também apressou o fornecimento de material para a produção da vacina da AstraZeneca no Brasil, disse o presidente também pelo Twitter.

Bolsonaro, ex-capitão do Exército e político de extrema-direita, declarou que não vai tomar a vacina e foi criticado por retardar a produção do medicamento no Brasil. O Brasil é o segundo país em número de infecções por covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos. Até agora a pandemia já matou 217 mil pessoas no Brasil.

O Instituto Butantan tem um acordo com a chinesa Sinovac para a produção de 46 milhões de doses da vacina. As primeiras 6 milhões já foram distribuídas e o restante aguarda pelos insumos chineses para a produção. Já a Fiocruz tem acordo com a AstraZeneca para produzir 100 milhões de doses da sua vacina, que também precisam dos insumos chineses. Os insumos devem chegar ao Brasil nio dia 8 de fevereiro.