Bolsonaro desiste da nomeação do filho Eduardo para embaixador nos EUA

Motivo seria a crise entre o presidente e seu partido, o PSL. Líder do partido chama Bolsonaro de "vagabundo" em gravação

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Eduardo está cotado para assumir a embaixada brasileira em Washington DC (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)
Eduardo Bolsonaro não vai mais ser indicado para embaixador nos EUA (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, desistiu de indicar o filho Eduardo para embaixador nos Estados Unidos. O motivo seria a crise de relações entre o presidente e seu partido, o PSL, e a falta de apoio no Senado para confirmação do nome do filho para assumir o cargo em Washington. Segundo interlocutores de Eduardo, a chance dele ser indicado para o cargo em Washington agora é zero, mas haveria ainda alguma possibilidade de haver uma indicação no final do seu mandato de deputado federal, em 2022.

As relações do presidente com o seu partido pioraram depois que Waldir (GO), acusou o presidente de armar um complô para derrubá-lo a fim de que Eduardo Bolsonaro assumisse a posição de líder, mas Waldir foi mantido no cargo depois que a maioria dos parlamentares do PSL na Casa foram favoráveis à sua manutenção na liderança. Até mesmo a deputada Joice Hasselman, uma das mais vocativas apoiadoras do governo, assinou contra a substituição de Waldir por Eduardo Bolsonaro como líder.

Waldir prometeu “implodir” Bolsonaro, divulgando uma gravação onde o presidente articula para sua derrubada. “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Eu sou o cara mais fiel a essa vagabundo. Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, diz Waldir num áudio obtido pelo jornal O Estado de São Paulo, gravado durante uma reunião com o presidente do PSL, Luciano Bivar.