Bolsonaro diz que não comprará vacina chinesa por uma questão de “credibilidade”

A justificativa do presidente brasileiro é que a China tem um "descrédito muito grande" por parte da população

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Declaração de Bolsonar foi dada durante um evento em Porto Alegre (RS) (foto: pixabay)
Declaração de Bolsonar foi dada durante um evento em Porto Alegre (RS) (foto: pixabay)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 21, que a vacina contra o coronavírus produzida na China “não será comprada” pelo governo brasileiro. A mensagem foi publicada no Facebook, em resposta a um comentário crítico ao anúncio do Ministério da Saúde de que tem a intenção de adquirir 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

“Presidente, a China é uma ditadura, não compre essa vacina, por favor. Eu só tenho 17 anos e quero ter um futuro, mas sem interferência da ditadura chinesa”, comentou um usuário. O presidente respondeu: “NÃO SERÁ COMPRADA”, em caixa alta.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que sua decisão de cancelar o protocolo de intenção de compra da vacina chinesa CoronaVac foi motivada por uma questão de “credibilidade” e “confiança”. O mandatário citou que a China tem um “descrédito muito grande” por parte da população e que existem outras vacinas mais confiáveis, que, contudo, ainda precisam de uma comprovação científica.

“A da China lamentavelmente já existe um descrédito muito grande por parte da população. Até porque, como muito dizem, este vírus teria nascido lá”, disse. Bolsonaro afirmou que não tomará uma vacina chinesa, independentemente de uma possível determinação sobre sua obrigatoriedade. “Eu não tomo a vacina. Não interessa se tem uma ordem, seja de quem for, aqui no Brasil para tomar a vacina. Eu não vou tomar a vacina.”