Brasil tem a segunda maior concentração de renda do mundo

Dados da ONU mostram que país só fica atrás do Catar

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A favela da Rocinha ao lado de prédios de luxo é um dos retratos da desigualdade (Foto: Vladimir Platonow – Agência Brasil)
A favela da Rocinha ao lado de prédios de luxo é um dos retratos da desigualdade (Foto: Vladimir Platonow – Agência Brasil)

Brasil tem a segunda maior concentração de renda do planeta: 1% mais ricos concentram 28,3% da renda total do país, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU). Em desigualdade de renda, o Brasil perde apenas para o Catar, no Oriente Médio, onde 1% mais ricos concentram 29% da renda.

Em terceiro lugar está o Chile, com 23,7% de concentração da renda total nas mãos da parcela 1% mais rica da população, seguido de Turquia, Líbano, Emirados Árabes, Iraque, Índia e Colômbia. No fim da lista dos “top 10” está os Estados Unidos, que concentram 20,2% da renda nas mãos dos 1% mais ricos.

O documento, organizado pelo programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), avalia todos os países para os quais a ONU tem dados disponíveis no período de 2010 a 2017. Uma série de índices é utilizada para chegar ao conceito de desigualdade social, e não apenas a distribuição de renda. No ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil ficou na 79ª posição. Aferido todos os anos, o IDH tem como base dados de saúde, educação e renda e varia de 0 a 1, quanto maior mais desenvolvido o país. Neste ano, o Brasil alcançou o IDH de 0,761, com uma pequena melhora de 0,001 em relação a 2018.

Na classificação, o Brasil segue no grupo dos que têm alto desenvolvimento humano. A escala classifica os países analisados com IDH muito alto, alto, médio e baixo.  Apesar do leve aumento, o país caiu uma posição no ranking mundial em relação à publicação anterior, passando da 78ª para 79ª.