Brasileiro é preso acusado de porte e venda ilegal de armas em Massachusetts

Testemunha afirma que ele tentou vender armas e munição para ele

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A casa do brasileiro em Weymouth onde as armas foram encontradas
A casa do brasileiro em Weymouth onde as armas foram encontradas

DA REDAÇÃO (com Brazilian Times) – Na sexta-feira (21) foi realizada, em um Tribunal Federal, a primeira audiência do brasileiro Acemar Damaceno, que está preso em um presídio federal em Massachusetts, acusado porte ilegal de arma de fogo e munição. Caso seja condenado, ele pode pegar até 10 anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada, pagar uma multa de  $250.000 e ser deportado, já que entrou ilegalmente pelo México em 2002.

Damaceno foi preso em Weymouth (MA) na manhã do dia 7 de abril. No dia da prisão, a polícia impediu que Damaceno saísse em seu carro. Ele foi preso e uma busca realizada em sua residência onde foi encontrada uma pistola Kimber Ultra Ten II calibre 45 carregada com dez cartuchos e uma espingarda Iver Johnson Champion sem numeração e de série. A pistola Kimber foi identificada como produto de roubo no estado de Connecticut, em outubro de 2011.

Durante um interrogatório, Damaceno admitiu aos policiais que ele era o dono das armas e munições.

Uma testemunha que cooperou com a polícia forneceu às autoridades federais informações sobre o brasileiro, que é conhecido como “Marcus” e estava lhe oferecendo armas de fogo. A declaração foi feita pelo escritório do Procurador Distrital dos EUA.

O informante, que trabalha com a Homeland Security desde 2010, disse que conheceu Marcus através de um amigo em comum.

De acordo com as investigações, ele foi à casa de Marcus, em Weymouth, no dia 11 de março, quando o brasileiro teria dito que “mataria qualquer pessoa por um valor”. “Ele, então, me mostrou uma arma de calibre 45, uma espingarda e um saco contendo várias quantidades de munição que estavam escondidas no porão”, disse a testemunha. Marcus teria oferecido para vender à testemunha o revólver pelo valor de $1.500.

Os investigadores também trabalham na denúncia de que ele teria dito que mataria por dinheiro. As informações estão contidas no documento de acusação e presume-se que o réu seja inocente até que seja provada a culpa.