Brasileiro ganha medalha de ouro e bate recorde olímpico em salto com vara

Antes criticado e chamado de “amarelão”, Thiago Braz rompeu a barreira dos seis metros e desbancou o favorito 

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Thiago rompeu a barreira dos seis metros, desbancou o favorito Renaud Lavillenie e sagrou-se campeão olímpico do salto com vara
Thiago rompeu a barreira dos seis metros, desbancou o favorito Renaud Lavillenie e sagrou-se campeão olímpico do salto com vara

Numa Olimpíada marcada por histórias de superação de atletas, a do brasileiro Thiago Braz não foi diferente. Depois de tantas frustrações nas grandes competições, Thiago Braz ganhou na noite de segunda-feira (15) a medalha de ouro para o Brasil. No Estádio Olímpico da Rio 2016, Thiago rompeu a barreira dos seis metros, desbancou o favorito Renaud Lavillenie e sagrou-se campeão olímpico do salto com vara.

“Foi um milagre. Estou muito contente pela conquista, pelo meu salto, pelo tempo que fiz. Choveu, parou, ventou, parou… Tudo funcionou para que desse certo. Estou muito feliz com a vitória. Minha vida mudou, mas nem sei como mudou ainda. Daqui para frente, vou percebendo um pouco como isso vai ficar. Uma medalha olímpica era muito importante até para a continuidade da minha carreira. Para continuar meu trabalho lá fora, dependo de apoio. Estou muito feliz com o que aconteceu”, disse ao G1 o atleta.

Thiago acertou seis saltos até cravar o recorde olímpico de 6,03m. Deixou Lavillenie estupefato com o crescimento no momento mais crítico da competição e com a estratégia de pular a marca dos 5,98m, cujo acerto não seria suficiente para dar-lhe o ouro. O próprio brasileiro ficou surpreso com o feito.

Com ele, retirou um enorme peso das costas. Quando não havia torcida ou câmeras por perto, Thiago brilhava, melhorava as próprias marcas em sequência. O problema era a criação da expectativa e a frustração que sucedia as grandes competições. No Pan de Toronto, zerou todos os saltos. No Mundial de Pequim, um mês depois, ficou em apenas 19º lugar e não passou à final. No Mundial indoor de Portland, no início deste ano, acertou apenas um salto e deu adeus precocemente. O próprio Lavillenie colocou em xeque sua capacidade de vencer.

“O meu treinador tem trabalhado comigo muito tempo. Trabalhou psicologicamente, de me colocar em situações ruins, tentando fazer com que saltasse em más condições para que eu tentasse vencer essas barreiras. Por fim, deu certo”.

Prata inédita na canoagem

O baiano Isaquias Queiroz ganhou a prata inédita do Brasil na canoagem. Isaquias conquistou na terça-feira (16) perdeu o ouro para o alemão Sebastian Brendel que é campeão mundial na modalidade. Isaquias ainda tem outras duas medalhas para disputar.

Na prova, Isaquias começou forte e ficou à frente do alemão nos primeiros 250 metros. Porém, da metade da prova até os metros finais, o campeão olímpico em 2012 aumentou o ritmo e conseguiu abrir vantagem para vencer com o tempo de 3min56s926. O brasileiro terminou a disputa em 3min58s529.

Isaquias tem apenas 22 anos e pode sair do Rio como o maior medalhista brasileiro da história numa única Olimpíada.

Isaquias ainda tem outras duas medalhas para disputar
Isaquias ainda tem outras duas medalhas para disputar