Canonização de Irmã Dulce será em 13 de outubro

O primeiro milagre atribuído a ela e que lhe rendeu a beatificação aconteceu em 2001

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Segundo milagre atribuído à Irmã Dulce é reconhecido em decreto e ela será proclamada Santa, diz Vaticano (Foto) Reprodução Site da Osid)
Segundo milagre atribuído à Irmã Dulce é reconhecido em decreto e ela será proclamada Santa, diz Vaticano (Foto) Reprodução Site da Osid)

O Papa Francisco presidiu, na segunda-feira (1) na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.

Durante o Consistório, o Papa anunciou a data de canonização dos cinco beatos, que será no domingo, 13 de outubro.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Irmã Dulce

Nascida como Maria Rita Lopes de Sousa Brito, em 1914, Irmã Dulce será a primeira brasileira (nascida no Brasil) a virar santa. Ela morreu em 1992 em Salvador.

Para virar santa, uma pessoa precisa ter ao menos dois milagres reconhecidos. Irmã Dulce já teve um deles reconhecido pela Santa Sé e que motivou sua beatificada em 2011. Desde então, mais de 3.000 relatos de graças alcançadas pela sua intercessão chegaram ao Vaticano. Os peritos consideraram três deles consistentes o suficiente para motivar a abertura de um processo de canonização.

O primeiro milagre atribuído a ela e que lhe rendeu a beatificação aconteceu em 2001, em Itabaiana (SE). Cláudia Cristiane dos Santos havia sido desenganada pelos médicos depois de dar à luz, devido a um quadro muito grave de hemorragia. Após 28 horas e três cirurgias, os médicos viram se esgotar as possibilidades de tratamento.

O padre José Almi de Menezes teria rogado à Irmã Dulce, de quem era devoto, pelo salvamento da paciente. Durante as orações, a hemorragia parou, o que se constituiu no milagre reconhecido pelo Vaticano. Para ser considerado um milagre um fato precisa ter quatro requisitos: ser instantâneo, perfeito, duradouro e inexplicável.