Desde o anúncio feito na sexta-feira (22), sobre mudanças no processo de green card, escritórios de imigração nos EUA relatam um aumento intenso de ligações, e-mails e pedidos urgentes de orientação, com clientes tentando entender se ainda podem permanecer no país durante o andamento do processo.
Advogados dizem que o impacto imediato foi uma sobrecarga operacional, com equipes lidando com volume fora do padrão de consultas e casos urgentes envolvendo decisões sobre viagem, entrevistas e possíveis riscos de abandono de processo.
Ao mesmo tempo, segundo reportagens da imprensa, oficiais de imigração passaram a fazer novas perguntas em entrevistas de ajuste de status, incluindo questionamentos sobre por que o solicitante não retornou ao país de origem para concluir o pedido em um consulado americano.
Candidatos também relatam maior nível de escrutínio sobre vínculos familiares fora dos EUA, histórico migratório e situação financeira, em entrevistas descritas por advogados como mais longas e mais detalhadas do que o padrão anterior.
O novo cenário atinge especialmente pessoas casadas com cidadãos americanos, estudantes e trabalhadores com vistos temporários que planejavam concluir o processo sem sair dos EUA, prática comum em muitos casos ao longo das últimas décadas. O órgão responsável pelos pedidos, USCIS, ainda não detalhou quais categorias serão afetadas nem como processos já em andamento serão tratados.
Na prática, advogados afirmam que muitos clientes passaram a ser orientados a evitar viagens internacionais até que haja mais clareza, já que sair do país durante o processo pode gerar complicações migratórias dependendo do caso.
O resultado é um ambiente de incerteza simultânea nos dois lados do sistema: sobrecarregando escritórios de imigração e ampliando a insegurança entre candidatos que agora enfrentam mais perguntas e menos previsibilidade no processo.
