Casos de covid caem e hospitalizações estão abaixo de 100 mil nos EUA

Governadores de diversos estados democratas estão flexibilizando medidas, como uso de máscaras em escolas e locais fechados; CDC afirma que ainda é cedo

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Variante ômicron do coronavírus foi identificado pela primeira vez em dezembro
Variante ômicron do coronavírus foi identificado pela primeira vez em dezembro (Foto: Reprodução Tampa Bay Times)

O número de pessoas internadas com covid-19 está abaixo dos 100 mil pela primeira vez em um mês, de acordo com o US Department of Health and Human Services.

Há três semanas, no auge da contaminação pela variante ômicron, 160 mil estavam internadas com a doença. Hoje o número é de 99,9 mil. Desse total, 18 mil pessoas estão internadas em estado grave.

O maior número de pessoas hospitalizadas está nos estados de West Virginia, Kentucky e Alabama, locais onde os índices vacinais são mais baixos. 

Os casos de covid também caíram em todos os EUA.

Em 31 de janeiro, a média de casos era de 540 mil por dia. No início de janeiro, era de 800 mil casos por dia. Hoje, o número de casos não passa de 195 mil por dia.

Em todos os EUA, 212 milhões de pessoas estão totalmente vacinadas, 64.4% da população.

Flexibilização das medidas

Estados liderados pelo Partido Democrata estão flexibilizando as medidas para impedir a propagação do vírus. A expectativa é que os estados de New York e Illinois anunciem o fim do uso de máscaras em escolas e locais fechados ainda esta semana.

Governadores da Califórina, Connecticut, New Jersey, Delaware e Oregon já anunciaram a flexibilização de diversas medidas contra a covid-19 em seus estados, contrariando determinações da Casa Branca.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky disse em uma entrevista à uma rádio na terça-feira (8) que ainda é cedo para mudar as recomendações do governo federal. “O CDC ainda recomenda que estudantes usem máscara na sala aula e todas as pessoas usem máscara em locais fechados. O número de hospitalizações ainda é muito alto para flexibilizar essas medidas”.