China se prepara para possível segunda onda de coronavírus

"Não há razão para descansar", diz porta-voz do governo de Pequim, que fechou as fronteiras temporariamente

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China tenta conter a chega de estrangeiros (Foto Divulgação China News Service)

Um número crescente de casos de coronavírus importados na China pode provocar uma segunda onda de infecções no momento em que transmissões domésticas “basicamente foram interrompidas”, disse uma autoridade sênior de saúde do país asiático. 

O mundo está de olho no que acontece por lá, já que foi onde tudo começou e onde a vida está voltando ao normal.

A China acumulou um total de 693 casos vindos do exterior, o que significa que “a possibilidade de uma nova rodada de infecções permanece relativamente grande”, declarou Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde (NHC). Quase um quarto deles chegou a Pequim. “Pequim, a capital, ainda corre riscos”, disse Xu Hejian, porta-voz do governo de Pequim, a repórteres.

“Não há razão para descansar e relaxar ainda. Não é momento em que possamos dizer que tudo está indo bem.”

Pequim anunciou o fechamento temporário das fronteiras para a maioria dos estrangeiros e cortará voos internacionais. A medida entrou em vigor no último sábado.

Essas restrições fecham as portas do território chinês a turistas e estrangeiros domiciliados na China, mas atualmente fora do país.

O país anunciou um corte drástico nos voos internacionais, sendo que partir de domingo (29), uma empresa chinesa só poderá fazer um voo semanal para outro país e uma companhia aérea estrangeira poderá fazer apenas um voo por semana para a China.

A maioria dos casos importados envolveu chineses voltando do exterior. Segundo informações do governo chinês, um total de 3,3 mil pessoas morreram na China vítimas do coronavírus e 81.439 infecções foram relatadas.