Cientistas alertam sobre possibilidade de eleições terem sido hackeadas em alguns estados

Discrepâncias nos votos dados a Hillary Clinton em Wisconsin, Michigan e Pennsylvania indicam possibilidade de interferência, diz um grupo de cientistas ligados à Universidade de Michigan

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Hackeamento da base de dados eleitorais foi uma preocupação constante nessas eleições

DA REDAÇÃO, COM CNN – Um grupo de especialistas em informática e cientistas da computação fizeram um alerta à campanha derrotada de Hillary Clinton à presidência, para que peça uma recontagem de votos nos estados de Wisconsin, Michigan e Pennsylvania, diz uma fonte ligada à rede de TV CNN.

Os cientistas acreditam que encontraram provas de que o resultado dos votos nos três estados pode ter sido manipulado ou hackeado e apresentaram a descoberta aos assessores de Clinton na quinta-feira (17) passada.

Os cientistas, entre eles o diretor de Centro de Ciências para Segurança de Computadores e Sociedade da Universidade de Michigan, J. Alex Halderman, disseram que há uma tendência suspeita no fato de que Clinton saiu-se pior em condados que usaram urnas eletrônicas, comparados com os condados que usaram cédulas convencionais com scanners, diz a CNN.

O grupo disse a John Podesta, diretor da campanha de Clinton, e a Marc Elias, conselheiro-geral, que Clinton recebeu 7% a menos de votos nos condados que usaram urnas eletrônicas, que eles dizem que podem ter sido hackeadas.

Eles disseram que, embora não tenham encontrado provas para o hackeamento, o fenômeno deve ser analisado por um painel independente. Procurados pela reportagem da CNN, Halderman e John Bonifaz, um advogado ligado ao caso, responderam aos pedidos para comentar. O assunto foi levantado pela primeira vez na New York Magazine.

O comitê de transição de campanha do presidente eleito Donald Trump também não respondeu aos pedidos de comentário da CNN.

A possibilidade de hackeamento foi uma grande preocupação nessas eleições. O governo Obama acusou a Rússia de tentar acessar os dados de registro de eleitores. Mas autoridades eleitorais e especialistas em segurança disseram no início de novembro que é virtualmente impossível que a Rússia possa influenciar os resultados.

Um ex-assessor de Clinton não quis responder se eles vão requerer uma revisão baseada nas descobertas.

Além disso, pelo menos dois eleitores revelaram que não votarão em Trump no Colégio Eleitoral, e buscarão uma “alternativa Republicana razoável para a presidência no Colégio Eleitoral”, segundo uma nota divulgada na quarta-feira (22) por um grupo que se intitula Hamilton Electors, que os representa.

“Os Pais Fundadores criaram o Colégio Eleitoral como uma última linha de defesa”, disse Michael Baca, membro do Colégio, em nota. “E acho que devemos fazer de tudo para nos assegurar que teremos um candidato Republicano razoável que compartilhe dos nossos valores americanos.”