Concentração de renda aumenta entre brasileiros

Segundo o IBGE, índice da desigualdade de 2018 é o pior dos últimos sete anos

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O Brasil, especialmente a Região Nordeste, tem uma das piores distribuições de renda no mundo (Foto: David Moraes de Andrade)
O Brasil, especialmente a Região Nordeste, tem uma das piores distribuições de renda no mundo (Foto: David Moraes de Andrade)

DA REDAÇÃO – No Brasil, em 2018, os ricos ficaram mais ricos e os pobres, mais pobres. Isso foi o que confirmou um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a concentração de renda no país. O índice é o pior desde que a agência começou a pesquisar a desigualdade entre a população, há sete anos, e o quadro é agravado devido à crise econômica e ao alto desemprego.

“Historicamente, temos uma das piores distribuições de renda no mundo, provavelmente entre os 10 países com mais concentração de riqueza nas mãos de poucos”, lamentou a gerente da Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios (Pnad), Maria Lúcia Vieira.

Um dos dados que mais chama a atenção é que entre os mais ricos do país, a renda avançou 8,4% em comparação ao ano anterior. Na outra ponta do gráfico, os mais pobres (com rendimento mensal médio de 158 reais) tiveram sua renda ainda mais desvalorizada, na faixa de 3,2%. Ou seja, cerca de 10% dos brasileiros concentram quase metade do dinheiro no país – e o Nordeste é a região que apresenta as piores estatísticas.

Quando o assunto é desigualdade salarial, a pesquisa mostrou também que o gênero e a raça dos trabalhadores continuam fazendo diferença no contracheque. Mulheres e negros têm salários menores que homens brancos e a disparidade é de 21%. Mas nesse quesito, o IBGE divulgou que houve uma melhora em relação aos anos anteriores, já que a diferença salarial já atingiu a casa de 26%.