Congresso fecha acordo para evitar nova paralisação do governo

Democratas e Republicanos vão apresentar o acordo para o presidente Trump, que dará sua resposta na quinta-feira (14)

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Senador republicano Richard Shelby afirma que Republicanos e Democratas chegaram a um acordo no Congresso Foto Mark Wilson Getty Images América do Norte AFP
Senador republicano Richard Shelby afirma que Republicanos e Democratas chegaram a um acordo no Congresso Foto Mark Wilson Getty Images América do Norte AFP

Apesar de não dar detalhes sobre que tipo de acordo o Congresso chegou para evitar o shutdown do governo, os líderes dos partidos Democrata e Republicano se disseram otimistas sobre um acordo entre os dois partidos.  “Chegamos a um acordo de princípio sobre segurança interna, entre outros”, disse o disse o senador Richard Shelby (R) à imprensa.

Segundo alguns veículos de imprensa, a negociação inclui $1,375 bilhão para a construção de barreiras verticais de aço na fronteira com o México, e não em um muro sólido, como deseja o presidente Donald Trump. O valor acordado permite a construção de 89 km de muros.

O valor é muito inferior ao exigido inicialmente pelo mandatário americano para a construção da barreira de concreto. Trump quer $5,7 bilhões para a construção de 215 km de muros e ele dará uma resposta sobre se concorda ou não com a proposta na quinta-feira (14).

Por outro lado, o acordo omitiria o limite máximo de detidos no país, que era uma exigência democrata, segundo o jornal “The Washington Post”.

“Nossas equipes estão apenas trabalhando nos detalhes”, afirmou a deputada democrata Nita Lowey.

Os democratas e Trump estão há semanas em um impasse sobre o financiamento do muro na fronteira dos Estados Unidos com o México, que foi uma das principais promessas de campanha do presidente.

O impasse provocou a paralisação parcial do governo federal durante 35 dias – a mais longa da história americana. Durante esse período, cerca de 800 mil funcionários federais ficaram em licença não remunerada, ou trabalhando sem receber. Em áreas sensíveis, como segurança interna e transportes, o pessoal foi reduzido ao mínimo.