Cubanos vão às ruas pedir por comida, itens básicos e vacinas

Mais de cinco mil pessoas se reuniram em Miami em apoio aos protestos, que não aconteciam desde a década de 90; presidente Biden disse que os EUA estão do lado do povo cubano

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Milhares de manifestantes ocuparam as ruas da capital de Cuba, Havana, e de outras cidades da ilha, neste domingo (11), para protestar contra a grave crise econômica e o avanço nos números da pandemia de covid-19.

Segundo a agência de notícias Reuters, a falta de alimentos, de vacinas, limitações às liberdades civis e a má condução do presidente Miguel Díaz-Canel frente ao avanço do novo coronavírus estam entre as reivindicações populares.

Para conter os manifestantes, forças de repressão foram acionadas. Carros militares com armas de alto calibre foram vistos na capital mesmo após o fim das passeatas. Durante a pandemia, Havana e outras cidades estão sob toque de recolher para tentar evitar o avanço da covid-19. Cidadãos não podem circular após as 21h.

Em Miami, cidade onde há um grande número de imigrantes cubanos, mais de cinco mil pessoas protestaram na área de Little Havana no domingo em apoio aos protestos. Os manifestantes pediam o fim do governo comunista e acesso a itens básicos, como comida e vacinas.

Nesta segunda-feira (12), o presidente Joe Biden disse estar ao lado do povo cubano e chamou os raros protestos de “um pedido de liberdade e ajuda” devido à pandemia e à ditadura no país.

“Estamos juntos com os Cubanos em seu pedido por liberdade depois de décadas de repressão de um regime autoritário. Os direitos dos cubanos precisam ser respeitados. Nós pedimos que o regime cubano ouça os clamores de sua população e atenda às suas necessidades”, disse o presidente americano.

O que diz o governo cubano

Díaz-Canel, que também comanda o Partido Comunista, atribuiu o tumulto aos Estados Unidos, ex-inimigo da Guerra Fria que nos últimos anos endureceu seu embargo comercial de décadas contra a ilha, em um pronunciamento televisionado na tarde de domingo.

O presidente disse que muitos manifestantes são sinceros, mas manipulados por campanhas de rede social orquestradas pelos EUA e “mercenários” em solo cubano, e alertou que novas “provocações” não serão toleradas, pedindo aos apoiadores que as confrontem. (Com informações do Miami Herald e Reuters)