Customs and Border Protection anuncia mudanças depois de segunda criança morrer na fronteira

Felipe Alonzo-Gomes morreu 16 dias depois de outra menina de sete anos também morrer sob supervisão da patrulha de fronteira

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Felipe Gomez Alonso de 8 anos morreu sob custódia do governo
Felipe Gomez Alonso de 8 anos morreu sob custódia do governo

A Customs and Border Protection (CBP) anunciou que vai fazer novos exames médicos em crianças que estão sob custódia do governo, após a morte de um guatemalteco de 8 anos. É o segundo caso de um menor que morre sob custódia do CBP depois de atravessar a fronteira ilegalmente. O governo da Guatemala exigiu uma investigação “clara” sobre as mortes.

“Esta é uma perda trágica”, disse o responsável pelo CBP, Kevin K. McAleenan. Representante da autoridade que vigia as fronteiras, McAleenan manifestou à família condolências pela morte de Felipe Alonzo-Gomez, que morreu na noite de Natal.

O CBP anunciou em comunicado que realiza exames nas crianças com idade até 10 anos. A instituição informou que está revendo sua metodologia em relação à custódia dessas crianças, tanto na chegada aos centros, como 24 horas após a chegada e que vai intensificar a realização de exames.

Além disso, a Patrulha de Fronteira diz que trabalha com o Departamento de Imigração e Alfândega para o transporte para centros residenciais de família e alta supervisionada. A agência examina as opções de custódia para aliviar os problemas de superlotação em El Paso, como por exemplo, trabalhar com organizações não governamentais ou parceiros locais para moradias temporárias.

O CBP estuda opções de assistência médicas com outros parceiros governamentais, como a Guarda Costeira, o Departamento de Defesa, serviços de saúde ou centros de Controle de Doença e Prevenção.

Entenda o caso

Felipe Alonzo-Gomez mostrou “sinais potenciais de doença” na segunda-feira (24) e foi levado, juntamente com o pai, a um hospital em Alamogordo, no estado do Novo México, onde foi diagnosticada uma gripe. Apresentou depois febre e ficou na unidade médica mais 90 minutos, tendo recebido alta na segunda-feira à tarde, com prescrição de antibiótico.

À noite, voltou ao hospital à noite com náuseas e vômitos e morreu quatro horas depois, segundo a CBP, pouco depois da meia-noite do dia de Natal.

A agência informa que ainda não está determinada a causa de morte e que haverá uma investigação. O Departamento de Segurança Interna e o governo da Guatemala foram notificados.

No início de dezembro, Jakelin Caal Maquin morreu de desidratação horas depois de atravessar a fronteira com o pai. (Com informações da Agência Brasil).