Dados do Departamento de Segurança Interna (DHS) apontam que o Immigration and Customs Enforcement (ICE) deportou quase 200 mil pessoas nos primeiros sete meses do ano — um ritmo que pode superar a marca de 300 mil até o fim do ano fiscal, em setembro. Somadas às remoções realizadas pela Patrulha de Fronteira (CBP), pela Guarda Costeira e aos casos de autodeportação, o total se aproxima de 350 mil desde janeiro. Somente em julho foram registrados 1.214 voos, o maior número desde que o rastreamento começou, em 2020.
Críticos afirmam que as medidas adotadas pelo governo não distinguem de forma adequada estrangeiros com antecedentes criminais graves daqueles com violações migratórias menores, como a permanência irregular.
O presidente Donald Trump triplicou a meta diária de prisões internas — de mil para três mil — com o objetivo de alcançar 1 milhão de deportações anuais. Para isso, liberou $ 75 bilhões até 2029, destinados à ampliação da capacidade de detenção e da logística de remoções do ICE.
Especialistas alertam que o rigor da política migratória pode gerar efeitos econômicos profundos. Setores que dependem da mão de obra imigrante — como agricultura, construção civil, hotelaria e serviços — já relatam escassez de trabalhadores.