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Desemprego nos EUA cai a menor nível em sete anos

Em maio, taxa recuou a 4,7%; segundo o Departamento do Trabalho americano, é o melhor resultado desde 2007, ano anterior à crise econômica

Sede do Departamento do Trabalho do governo americano em Washington D.C
Sede do Departamento do Trabalho do governo americano em Washington D.C

Da Redação com Reuters – Vive nos Estados Unidos e está à procura de emprego? A notícia vai ser boa para você. O desemprego caiu no país em maio, segundo dados divulgados na sexta-feira (3) pelo Departamento do Trabalho e detalhados em reportagem do portal G1. A taxa recuou de 5% para 4,7% – a menor desde 2007. Apesar da queda no desemprego, foram criadas no mês 38 mil vagas, o menor número desde setembro de 2010, o que decepcionou os analistas.

O órgão estimou em 7,4 milhões o número de desempregados no país, 484 mil a menos que no mês anterior. Houve queda também no número de desempregados a longo prazo (por 27 semanas ou mais), de 178 mil pessoas, para 1,9 milhão. Esse grupo representava 25% do total de desempregados.

Entre os grandes grupos, adolescentes (16 a 19 anos) e negros seguem com as maiores taxas de desemprego, de 16% e 8,2%, respectivamente. Brancos (4,1%), mulheres adultas (4,2%) e homens adultos (4,2%) estão entre os grupos com as menores taxas de desemprego.

Segundo o Departamento do Trabalho, o crescimento do emprego veio da área de serviços de saúde, que ganhou 46 mil novos postos de trabalho no mês. No ano, o setor já contratou 487 mil novos trabalhadores.

A mineração, no entanto, continuou a cortar vagas: foram 10 mil a menos no mês passado. O emprego na informação também recuou, perdendo 34 mil postos. O órgão ressalta, no entanto, que cerca de 35 mil trabalhadores da indústria de telecomunicações estavam em greve no período da coleta de informações, portanto fora das folhas de pagamento das empresas.

Seguro-desemprego
O número de norte-americanos que solicitaram benefícios de desemprego caiu inesperadamente na semana passada, informa a agencia de notícias Reuters. Esse é outro indicativo de recuperação da maior economia do mundo.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1 mil, para 267 mil em dados ajustados sazonalmente na semana encerrada em 28 de maio, informou o Departamento do Trabalho na quinta-feira (2). Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos iniciais subiriam a 270 mil na última semana. A média móvel de quatro semanas, considerada medida melhor das tendências do mercado de trabalho, caiu em 1.750 pedidos, para 276.750 na semana passada.

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