Diante do avanço da ômicron, CDC pede que as pessoas evitem viajar em cruzeiros

A agência de saúde iniciou investigações sobre casos de covid em mais de 90 navios e recomendação é feita para vacinados e não vacinados

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O navio Carnival Breeze, da operadora de cruzeiros Carnival
O navio Carnival Breeze, da operadora de cruzeiros Carnival

O U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC) pediu, nesta quinta-feira (30), que as pessoas – vacinadas ou não – evitem viajar em cruzeiros por agora. O argumento é que a variante ômicron do coronavírus está avançando muito rapidamente pelo País e pelo mundo.

A agência de saúde iniciou investigações sobre casos de covid em mais de 90 navios. Os cruzeiros, um dos setores mais atingidos pela pandemia, retornaram aos mares em junho deste ano.

Preocupados com o rápido avanço da variante, o CDC aumentou de três para quatro o seu nível de aviso de saúde de viagem covid-19, citando relatórios de surtos de casos em cruzeiros. O nível quatro é o mais alto.

“Mesmo viajantes totalmente vacinados podem correr o risco de obter e espalhar variantes do vírus”, disse o CDC na quinta-feira (30).

O CDC disse que os passageiros que já estão em navios de cruzeiro devem fazer o teste de três a cinco dias após o término da viagem e monitorar os sintomas por 14 dias.

Empresários do setor criticaram a recomendação do CDC. “A decisão do CDC de elevar o nível de viagens para cruzeiros é particularmente desconcertante, considerando que os casos identificados em navios de cruzeiro consistem em uma pequena minoria da população total a bordo”, disse a Cruise Lines International Association. (Com informações da Reuters)