Divulgação de informes confidenciais estremece relação entre Brasil e EUA

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Segundo autoridades americanas, Itamaraty é um “adversário”

Documentos confidenciais de diplomatas dos Estados Unidos no Brasil sugerem que o governo americano considera o Itamaraty um “adversário”, com posições “antiamericanas”. Num dos informes produzidos pelo então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, em 2008, há o relato de conversas com o ministro da Defesa, em que o brasileiro cita pessoas do Ministério das Relações Exteriores que “trabalham para criar problemas na relação entre os dois países”.

Em outros trechos dos cerca de 250 mil documentos confidenciais supostamente obtidos pelo site WikiLeaks, especializado neste tipo de informação secreta, autoridades americanas afirmam que o Brasil não comunicou à Comunidade Internacional possíveis ações de suspeitos de terrorismo de origem árabe no País. Para piorar, insinuam que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silvaserá marcada pela corrupção entre os aliados do governo.

Uma porta-voz do departamento de Estado americano enfatizou que os países mantêm boas relações e a própria secretária, Hillary Clinton, condenou o vazamento em massa de documentos diplomáticos. “Trata-se de um atentado a interesses estrangeiros da política americana” , disse Hillary, que admitiu estar tomando medidas agressivas para responsabilizar quem roubou as informações.
Coincidência ou não, o WikiLeaks ficou fora do ar por vários dias. Os diretores do site informaram que o conteúdo estava sob ataque de hackers não identificados e tentou se proteger mudando de provedor.