Dólar ganhando força ante moedas emergentes e ligadas a commodities

Movimento pode manter real pressionado nesta quinta-feira

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Instabilidade no cenário mundial dá ao dólar um porto seguro aos investidores (Foto: Divulgação)
Instabilidade no cenário mundial dá ao dólar um porto seguro aos investidores (Foto: Divulgação)

O mercado amanheceu na quinta-feira (23) com os olhares direcionados para os presidentes dos bancos centrais dos EUA, Jerome Powell, da Zona do Euro, Christine Lagarde, e do Brasil, Roberto Campos Neto, em cenário de temores relacionados à uma possível recessão na economia global. A avaliação é dos especialistas da Travelex. Na agenda econômica há destaque para vários índices de gerentes de compras (PMI) na Europa e nos EUA, enquanto por aqui a Receita Federal divulga a arrecadação do mês de maio.

Com o cenário global de temor de recessão motivando queda dos juros dos Treasuries, a curva de juros no Brasil pode experimentar certo alívio, próximo à divulgação do IPCA-15, indicador de inflação. Contudo, o dólar ganha força ante moedas emergentes e ligadas a commodities, o que pode seguir pressionando o real. Além disso, a expectativa com a inflação pode ficar um pouco melhor dado o petróleo em queda, porém isso também pode pesar nas ações de empresas petroleiras.

No exterior os contratos futuros de petróleo negociam em baixa, dando continuidade ao movimento de queda da última sessão, enquanto investidores temem aumentos mais agressivos nas taxas de juros dos EUA, o que gera receio a uma possível recessão econômica global, o que comprometeria a demanda por combustíveis, analisa a Travelex.

Em New York, os índices futuros acionários negociam sem direção única, indicando uma possível continuidade do sentimento de cautela dos investidores nos mercados à vista. Investidores aguardam as falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED) e os dados de atividade econômica (PMI). Na Europa o cenário também é negativo, com as principais bolsas operando em queda e aumentando as perdas de ontem. Já na Ásia as bolsas fecharam sem direção única, com China e Hong Kong apoiadas em promessas de apoio à economia chinesa.