Dupla brasileira cria agência de marketing

A Ytinga faz toda a adaptação mercadológica e cultural de produtos brasileiros a serem lançados nos EUA e vice-versa

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Raquel e Patricia oferecem soluções completas para pequenos empreendedores (Foto: Divulgação)
Raquel e Patricia oferecem soluções completas para pequenos empreendedores (Foto: Divulgação)

Elas são brasileiras, com filhas pequenas, morando nos EUA há décadas. Mas não foi só isso que uniu Patricia Teixeira e Raquel Leal neste novo empreendimento. Ambas são também apaixonadas pelo que fazem e se conheceram durante a realização de projetos no Consulado Brasileiro de Los Angeles. Dessa combinação de afinidades, surge a Ytinga Digital, uma agência de marketing empresarial para atender clientes brasileiros e americanos, que será oficialmente lançada este mês.

A dupla está preparada para utilizar sua ampla e variada experiência em mídia e entretenimento, saúde e bem-estar, varejo e bens de consumo, bem como hospitalidade, para assessorar sua clientela de forma integral. Patrícia e Raquel já trabalharam ou fizeram parte de grandes produções para The Walt Disney (ESPN, Jimmy Kimmel Live, X-Games, Freeform), Awesomeness TV (Viacom), Knoll Inc, Fox Studios, Playboy Enterprises, e Tiger Army Productions.

Na Ytinga, elas vão se concentrar no gerenciamento e criação de conteúdo para mídias sociais, SEO, conteúdo de marca (web design, vídeos promocionais, design gráfico), gerenciamento de marca (incluindo embalagem e estratégia de comunicação), co e cross branding (influenciadores) e marketing de relacionamento (planejamento de eventos).

A ideia é oferecer tudo que pequenas e médias empresas precisam para deslanchar ou repaginar seus negócios nos EUA ou no Brasil por um custo bem acessível. “É nível de excelência de grandes corporações com precinho super camarada”, brinca Patricia. Os serviços incluem toda a adaptação mercadológica e cultural para o país de destino. Por exemplo, para lançar um chocolate orgânico na América, elas fizeram toda a pesquisa de design de embalagens no nicho de atuação do produto nas prateleiras de supermercado, apresentando soluções para as necessidades do cliente.

“É muito importante entender o gosto do consumidor americano, como ele se comporta e reage, ao trazer um produto do Brasil para cá”, explica Raquel. “Não basta traduzir o material.” Aliás, elas contam com parceiros nativos quando o assunto é criação de conteúdo e redação no idioma inglês. “Esses profissionais têm um domínio das peculiaridades da língua que, por mais que a gente já viva aqui há décadas, dificilmente vamos ter, são as sutilezas e inflexões do idioma”, completa Patricia. Da mesma forma, elas possuem uma carteira de parceiros no Brasil para que americanos lancem seus produtos lá, por intermédio da sua agência.

O nome Ytinga vem da bisavó de Patricia, que era dessa tribo tupiniquim no Rio de Janeiro. A pena no logotipo da empresa representa a natureza; e as cores, a vida na atualidade tecnológica. Saiba mais no site ytinga.com.


ACONTECE NA CALIFÓRNIA

CINEMA BRASILEIRO

De 21 a 25 deste mês, o Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) acontece no pavilhão virtual no site Filmocracy.com. São mais de 150 filmes, videoclipes, palestras e film market. Crie seu perfil nessa plataforma gratuitamente. Para assistir a toda a programação audiovisual, é preciso adquirir um passe único, que custa $30 no site labrff.com. Quem está no Brasil também pode participar. Basta comprar o acesso pelo Benfeitoria a R$ 100.

INCRÍVEL HULK

Um homem foi preso sob suspeita de estilhaçar a estrela da Calçada da Fama de Hollywood com o nome do presidente Donald Trump na semana passada. James Otis usou uma picareta vestido como o super-herói da Marvel Incrível Hulk. Segundo a polícia, Otis teria anunciado suas intenções previamente nas redes sociais e em 2016 já havia sido preso pela mesma acusação. Os investigadores analisaram o vídeo do incidente e entraram em contato com a assessoria de Otis, que não se opôs a se entregar. Ao prestar depoimento na delegacia de Hollywood, ele foi preso por vandalismo com fiança de $20 mil. A Câmara de Comércio de Hollywood estimou o dano em mais de $3 mil. O vândalo diz ser herdeiro da fortuna dos elevadores Otis e que seu tataravô teria inventado o Listerine.

FELICIDADE

A Califórnia caiu de quarto para sexto Estado mais feliz do país, de acordo com o site WalletHub. Vários fatores demográficos, econômicos e de saúde foram analisados para chegar a essa conclusão. Havaí ocupa a primeira posição em 2020, seguido de Utah, Minnesota, Nova Jersey e Maryland. Os Estados mais “infelizes” do país seriam West Virginia, Arkansas e Oklahoma. O levantamento incluiu três quesitos: 1) Bem-estar emocional/físico: a Califórnia ficou em sétimo. 2) Ambiente de trabalho: a Califórnia obteve a 18ª posição. 3) Comunidade/meio ambiente: a Califórnia obteve a 13ª posição. Piores nesse quesito: Texas, Flórida e Alasca.

RACISMO

Em Torrance, na semana passada, um professor de uma escola pública local foi cercado por carros da polícia após uma denúncia de que um “latino estaria sequestrando uma criança branca”. O telefonema para o 911 partiu de uma vizinha (branca) que, com a chegada da polícia, saiu de casa aos berros empunhando uma espada samurai e apontando-o como sendo o sequestrador. A criança loira em questão era o neto dele de 2 anos, que a mãe havia deixado com os avós. Ele preparava o carro para levar o menino ao parque. A polícia simplesmente pediu que a acusadora se afastasse e entrou na casa do professor para confirmar o parentesco. Depois de tudo esclarecido, a polícia avisou para ele não interpelar a vizinha porque senão poderia ser fichado por assédio. Nada aconteceu com a acusadora racista. “Parece que para as autoridades é mais grave um mexicano estar carregando uma criança loira do que uma mulher branca portar uma arma na rua”, lamentou.

BRASIL SOLIDÁRIO

Coletivos brasileiros no Canadá, Estados Unidos e em vários países da Europa lançaram a campanha de arrecadação “Solidariedade internacional com o Brasil”, que acontece até o dia 15 deste mês no GoFundMe Charity. Todo o dinheiro arrecadado (menos taxas) será repassado a organizações de base no Brasil que atendem às seguintes comunidades impactadas pela Covid-19: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib); Coordenação Nacional da Articulação das Comunidades Quilombolas (Conaq); Rede Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais; Mutirão do Bem-Viver; União dos Centros de Educação Popular dos Trabalhadores Negros e Negras (Uneafro); Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem-Teto (MTST); e Movimento Periferia Viva. Para doar, acesse bit.ly/brasilsolidarity.

SEGURO-DESEMPREGO

O Departamento de Desenvolvimento de Emprego da Califórnia, o EDD, lançou um novo sistema para verificar as identidades das pessoas que dão entrada no seguro-desemprego. A meta é acelerar o processamento, reduzindo o número de reclamações e fraudes. O órgão chegou a suspender o recebimento de novas inscrições por duas semanas para dar conta da avalanche de pedidos acumulados durante a pandemia. Segundo levantamento, no final de setembro, mais de 1,5 milhão de pessoas haviam recebido apenas um único pagamento e estavam esperando há mais de 21 dias para receber um segundo pagamento ou serem desqualificadas para receber mais benefícios.

VIOLÊNCIA

A taxa de homicídios em Los Angeles aumentou 15% em relação ao ano passado. Aliás essa elevação segue tendência do restante do país. Um novo estudo nacional mostra que o número de assassinatos aumentou significativamente neste verão. As taxas de homicídio em 20 cidades saltaram 53% em comparação com o mesmo período em 2019. Os números de Los Angeles, no entanto, nem se comparam aos de Nova York, onde homicídios cresceram quase 40%. Os pesquisadores também descobriram que as agressões com agravantes aumentaram 14% nas cidades estudadas em comparação com o mesmo período de 2019. Por outro lado, Los Angeles viu um aumento bem menor nesse tipo de delito, com apenas 2% de aumento e 5% no total de crimes violentos. Mas a cidade viu o número de tiroteios, incluindo aqueles em que ninguém foi ferido, aumentar em quase 14%, e o número de pessoas atingidas por balas aumentar em 10% em comparação ao ano passado.