Dupla feminina vence na vela e Brasil bate medalhas de ouro de Londres-2012

País está em 15º no ranking de medalhas com quatro ouros, cinco pratas e cinco bronzes

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As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze
As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze fizeram uma manobra arriscada no final da regata e ganharam a quarta medalha de ouro do Brasil na Rio-2016, tarde de quinta-feira (18).  Campeãs mundiais, eleitas as melhores velejadoras do planeta e favoritas na primeira Olimpíada que disputariam na vida, justamente em casa. As informações são do Portal UOL.

A conquista na vela faz o Brasil finalmente superar o número de títulos de Londres-2012, quando havia conquistado três primeiras colocações. O ouro de Martine e Kahena se soma aos de Rafaela Silva (judô), Thiago Braz (salto com vara) e Robson Conceição (boxe), que já haviam subido no alto do pódio olímpico no Rio de Janeiro. O Brasil, no entanto, ainda segue longe da meta para a Olimpíada, que era entrar no top 10 do total de medalhas – hoje tem 13, contra 17 da Coreia do Sul, décima colocada no momento.

As velejadoras Martine e Kahena, que fizeram a sua parte, só têm a comemorar. As duas chegaram como favoritas ao ouro e souberam lidar com a pressão em uma classe muito disputada até o fim. Nas 12 primeiras rodadas, as brasileiras fizeram no máximo um 11º lugar, foram premiadas pela regularidade e chegaram à regata da medalha empatadas na primeira colocação com as embarcações de Espanha e Dinamarca.

A disputa desta quinta (18), portanto, era fundamental. Com pontuação valendo em dobro e só dez barcos na Baía de Guanabara, Martine Grael e Kahena Kunze conseguiram se manter à frente das rivais desde o começo da prova, sobraram na prova e conquistaram o ouro.

Martine é a oitava medalhista da família Grael, a mais tradicional da vela brasileira. O tio, Lars, tem dois bronzes em 1988 e 1996, enquanto Torben soma cinco medalhas, sendo duas de ouro, entre 1984 e 2004. Kahena, filha do também ex-velejador Claudio Kunze, campeão mundial da classe Pinguim nos anos 1970. Hoje, porém, a glória é só das herdeiras, que alcançam, com méritos, seu lugar próprio no Olimpo.