Em disputa presidencial, Lula e Bolsonaro denunciam fake news ao TSE

Rumo ao 2º turno, os presidenciáveis brigam por direito de resposta na Justiça Eleitoral

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Uma semanas após o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil, cerca de 29 representações contra as propagandas políticas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL) aguardam julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quase metade das ações se refere a pedidos de direito de resposta, sendo 14 dessa natureza. Outras 12 ações denunciam a divulgação de supostas fake news, informações falsas ou distorcidas divulgadas pelas campanhas dos candidatos na internet.

Do total de representações registradas no TSE, 23 foram feitas pelo campanha petista tendo como alvo a Coligação Pelo Bem do Brasil, de Jair Bolsonaro, além de portais na internet e figuras públicas ligadas ao presidente. Quase metade delas diz respeito a pedidos de direito de resposta, no total 12 representações. Durante toda a campanha, a coligação do ex-presidente Lula protocolou cerca de 30 pedidos de direito de resposta, que ainda não foram julgados pelo TSE. 

A coligação do PT pede que o TSE cobre o Twitter por providências contra 34 perfis, incluindo as contas de Eduardo e Carlos Bolsonaro. Os petistas pedem que a Corte eleitoral remova publicações com notícias falsas ou fora de contexto, incluindo mensagens que associam o ex-presidente ao assassinato de Celso Daniel, além de um áudio falso do ex-ministro Antonio Palocci, que ficou conhecido como “kit gay”, entre outros assuntos.

Já por parte de Bolsonaro, três representações foram protocoladas pela Coligação Pelo Bem do Brasil, duas delas denunciam a campanha de Lula, enquanto a terceira questiona o deputado federal André Janones (Avante), que apoia o petista. Uma das denúncias aponta irregularidades em propaganda veiculada no horário eleitoral gratuito na televisão, as outras duas são pedidos de direito de resposta, incluindo um vídeo da campanha de Lula que mostra Bolsonaro afirmando em entrevista “que comeria um índio sem problema nenhum”. A campanha de Bolsonaro alega que a propaganda tem “mensagem ofensiva à imagem do presidente, promovendo grave e intencional descontextualização de entrevista concedida pelo candidato”.