Esculturas de Bolsonaro e Trump derretem durante cúpula da biodiversidade da ONU

A ONG protestou contra a ausência dos dois líderes na Cúpula Virtual da Biodiversidade e denunciou o descaso de ambos nos temas relacionados ao meio ambiente

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"Líderes da extinção: destruindo um planeta em crise", dizia a grande faixa da ativista Kate Flynn (foto: © Tracie Williams / Greenpeace)

Esculturas de gelo dos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil derreteram nesta quarta-feira (30) em New York durante a cúpula da biodiversidade da Organização das Nações Unidas, em um protesto convocado pelo Greenpeace para denunciar suas políticas contra a defesa do meio ambiente.

“Enquanto as Nações Unidas se reúnem virtualmente na Cúpula da Biodiversidade, esculturas de gelo dos presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (Brasil) estão derretendo em Nova York para expor sua ausência na reunião e a urgência de agir sobre a crise da natureza e da biodiversidade colapso” disse o Greenpeace em comunicado.

“Líderes da extinção: destruindo um planeta em crise”, dizia a grande faixa da ativista Kate Flynn, enquanto ao lado dela a estátua de Bolsonaro derreteu rapidamente ao sol em um píer em frente ao prédio da ONU.      

O Greenpeace observou que Trump, que abandonou o Acordo Climático de Paris, removeu as proteções da lei de espécies em preservação e minou a lei de proteção ambiental. Também lembrou que os Estados Unidos são um dos quatro únicos países-membros da ONU que não fazem parte da Convenção sobre Diversidade Biológica.

A organização denunciou ainda o aumento do desmatamento no Brasil desde a chegada ao poder de Bolsonaro, defensor da mineração e agricultura em áreas protegidas e terras indígenas. E destacou que os incêndios que devastam a Amazônia e o Pantanal são os piores em uma década.

O Greenpeace recordou que em seu recente discurso na Assembleia Geral da ONU, Bolsonaro “negou que o Brasil estivesse em chamas e culpou as comunidades indígenas e tradicionais pelos incêndios”.