Especialistas afirmam que não há razões para duvidar da eficácia das vacinas contra a covid-19

Casos de coágulos sanguíneos reportados em mulheres que receberam a vacina da Johnson & Johnson representam apenas 0,0000008824% das doses aplicadas; brasileira voluntária em testes da vacina da Johnson (foto) relata experiência

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A-chef-de-cozinha-brasileira-Ana-Cavaliere-foi-uma-das-voluntárias-da-vacina-da-JJ-Foto-Arquivo-Pessoa
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Após a veiculação da notícia de que os principais órgãos de saúde americanos recomendaram a suspensão da aplicação da vacina da Johnson & Johnson, a internet veio abaixo com opiniões contrárias e favoráveis às vacinas.

A medida foi tomada por precaução depois que seis casos de um “raro e severo” tipo de coágulo sanguíneo foram reportados em meio a 6.8 milhões de doses aplicadas. Todos os seis casos foram registrados em mulheres com idades entre 18 e 48 anos. A vacina da J&J é aplicada em dose única.

“O CDC e o FDA estão corretos em paralisar a vacinação até que todos os casos sejam avaliados. Mas não há razão para se desesperar. As vacinas são seguras e é necessário checar qualquer adversidade que possa ocorrer”, disse o médico Carlos del Rio à CNN.

O médico brasileiro Luís Fernando Correia explica que para quem tomou qualquer uma das vacinas – Johnson & Johnson, Pfizer ou Moderna – a sensação do “vou ficar gripado” e dor de cabeça acontecem nos dois primeiros dias após tomar a vacina. “Nos dois primeiros dias, nada demais se isso acontecer. Nos casos descritos, os sintomas apareceram por volta do nono dia depois da aplicação da vacina e são sintomas muito claros, como dor de cabeça forte, dores nas pernas e eventualmente falta de ar. Os casos são extremamente raros e quem já foi vacinado há mais de duas semanas pode ficar tranquilo”, explica o médico.

O especialista ressalta que essa suspensão foi uma medida de precaução por conta de seis casos. “Estamos falando de menos de um caso por milhão, que está bem abaixo do esperado”, ressalta.

Brasileira relata experiência com vacina da J&J

A chef de cozinha brasileira Ana Cavaliere, de 40 anos, mora em Miami e integra um grupo de voluntários que tomou a vacina da Johnson & Johnson em janeiro.  Ela relata que, após ter tomado a vacina, ela tem um acompanhamento a cada 15 dias. “Antes de tomar a vacina fiz diversos exames, até teste de DNA eu fiz. Eu e meu marido (também voluntário) somos acompanhados a cada 15 dias. As pessoas dizem que não houve estudos suficientes para desenvolver a vacina, mas houve sim. Tudo foi levado muito a sério”.

Às pessoas que ainda têm medo de tomar a vacina, Ana é categórica. “Não temos que ter medo, temos que confiar na ciência. Minha mãe quase morreu por conta desse vírus no Brasil e esse assunto é muito sério. Vamos todos tomar a vacina”.

Pesquisa entre internautas

O AcheiUSA fez uma pesquisa online entre seus seguidores e leitores sobre quem é a favor ou contrário às vacinas.

De um total de 1.936 pessoas, 828 responderam que já se vacinaram e 1.108 disseram que ainda não foram vacinadas. De um universo de 1.446 pessoas, (78%) responderam que SIM, querem tomar a vacina e outras 298 pessoas (21%) disseram que NÃO pretendem tomar a vacina contra a covid-19.