Uma investigação federal no sul da Flórida revelou um esquema em larga escala envolvendo a venda de diplomas falsos de enfermagem, um caso que levanta alerta sobre a presença de profissionais possivelmente não qualificados atuando no sistema de saúde.
A empresária Carleen Noreus, de 52 anos, se declarou culpada após um julgamento em Fort Lauderdale por participação em um esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro ligado às escolas Carleen Home Health School, em Plantation, e Carleen Home Health School II, em West Palm Beach, que administrava.
Segundo promotores federais, o esquema funcionava com a emissão de diplomas e históricos escolares fraudulentos para pessoas que não concluíam a formação exigida. Esses documentos permitiam que os compradores fizessem exames de certificação e, em muitos casos, obtivessem licenças para atuar como enfermeiros.
As investigações apontam que, entre 2018 e 2025, quase 3 mil diplomas falsos teriam sido emitidos pelas duas instituições. Mais de 2 mil pessoas chegaram a passar nos exames nacionais e, posteriormente, entraram no mercado de trabalho em diferentes estados dos EUA.
As autoridades afirmam que as duas escolas foram fechadas e que o caso integra a Operação Nightingale, uma força-tarefa federal criada para combater esquemas de falsificação de diplomas na área da enfermagem no sul da Flórida.
Profissionais sem formação adequada podem estar atuando diretamente em hospitais e unidades de saúde, o que preocupa as autoridades sobre a segurança de pacientes.
A dona das escola pode enfrentar até 20 anos de prisão por cada acusação. A sentença está prevista para setembro.
