Estados Unidos prorrogam proteção temporária para imigrantes

Cidadãos de El Salvador, Honduras, Nicarágua, Haiti, Nepal e Sudão continuarão tendo permissões provisórias de trabalho e residência no país até outubro de 2021

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Manifestantes protestam contra a suspensão do Temporary Protected Status (TPS) (foto: pixabay)
Manifestantes protestam contra a suspensão do Temporary Protected Status (TPS) (foto: pixabay)

O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez, desembarcou em Washington na sexta-feira (4), especialmente para pedir ao Congresso que reconsidere o cancelamento do Temporary Protected Status (TPS) dos cidadãos hondurenhos que vivem nos EUA.

Ele justificou que a situação social e econômica do país foi duramente atingida não só pela pandemia de coronavírus, mas pelos furacões Eta e Iota.

A suspensão do benefício aos nacionais de Honduras estava prevista para o dia 4 de janeiro e ia afetar também os cidadãos de El Salvador, Nicarágua, Haiti, Nepal e Sudão.  Agora, eles terão até quatro de outubro de 2021 para viver e trabalhar legalmente nos EUA, até que outra decisão seja tomada.

A medida que retira a proteção temporária desses imigrantes foi proposta por Donald Trump em 2017 e aprovada por um grupo de juízes em setembro deste ano. Na época, os magistrados argumentaram que a natureza “temporária da proteção foi abusada e essas pessoas precisavam voltar para casa”.

Desde então, o programa tem sido o centro de várias disputas legais que ainda estão pendentes de resolução. A determinação para o TPS veio por meio de uma resolução do Department of Homeland and Security (DHS).

O TPS foi criado em 1990 para oferecer proteção humanitária a certos imigrantes que não podem retornar aos seus países devido a distúrbios civis, violência ou desastres naturais.