Estudante de escolas públicas do Brasil é aprovado em Harvard com bolsa integral

Jovem de 18 anos nasceu nos EUA, foi criado no interior de Minas e está em Massachusetts há apenas três anos e meio; ele pretende ser médico

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Diego de Souza de Caeté para o mundo (Foto: Arquivo Pessoal)
Diego de Souza de Caeté para o mundo (Foto: Arquivo Pessoal)

DA REDAÇÃO – Quando Diogo de Souza, de 18 anos, veio morar em Lowell, Massachusetts, há três anos e meio para estudar, ele não falava inglês e teve dificuldade de adaptação no início, já que viveu a maior parte da sua vida em Caeté, Minas Gerais.

Diogo nasceu nos Estados Unidos e foi para o Brasil ainda bebê. Ele foi criado pelos avós e a mãe, que mora em Massachusetts, insistiu para que ele viesse fazer o high school. “Eu fiquei na dúvida se viria ou não, tive medo no início, pois eu mal falava inglês”, relata o jovem em entrevista ao AcheiUSA.

Aluno brilhante, Diogo sempre estudou em escolas públicas e já estava acostumado a receber prêmios e ser reconhecido por ser o melhor aluno da classe.

Quando veio para os Estados Unidos, seu desempenho escolar continuou acima da média e, aquela dificuldade inicial com o idioma, desapareceu em poucos meses. No último ano do high school, Diogo se inscreveu para diversas universidades americanas, inclusive para a universidade mais conceituada do mundo, a Harvard University.

“Foi um processo longo, enviei algumas redações, enviei minhas notas e fui chamado para uma entrevista em Harvard. Eu nem acreditei quando me mandaram uma carta falando que fui aprovado”, afirma.

O jovem vai cursar Biologia-físico/química na universidade durante quatro anos e depois vai recomeçar todo o processo para ingressar no curso de medicina. “Meu sonho é ser médico”, diz Diogo.

O curso escolhido pelo estudante custa $84 mil dólares por ano, mas devido às suas notas altas, ele conseguiu uma bolsa de estudos integral. “Se eu puder mandar uma mensagem aos jovens, eu aconselharia todos a serem mais proativos com a sua educação. Na escola nossas notas podem até refletir o quanto aprendemos, mas o seu futuro vai refletir a aplicação desse conhecimento. Em outras palavras, eu acredito que temos que focar em não só aprender, mas em traduzir esse aprendizado em ações”.