Estudante preso horas antes da formatura é deportado

Puma foi destaque na mídia nacional dos EUA após ter sido detido na casa do primo dele na cidade de Ossining (NY), na quinta-feira (8), o dia da formatura na escola secundária

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Diego Puma Macancela foi preso pouco antes de sua formatura
Diego Puma Macancela foi preso pouco antes de sua formatura

Um estudante do nível secundário no Condado de Westchester (NY), que havia sido preso por agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE),  foi deportado ao Equador, informaram as autoridades. O jovem Diego Puma, de 19 anos, e a mãe dele, Rosa Macancela, foram expulsos dos EUA 3 anos depois de entrarem clandestinamente no país em busca de refúgio da violência provocada por gangues de rua no país de origem.

Por meio de um comunicado, o ICE afirmou que a deportação está “de acordo com as ordens finais de remoção”.

Puma foi destaque na mídia nacional dos EUA após ter sido detido na casa do primo dele na cidade de Ossining (NY), na quinta-feira (8), o dia da formatura na escola secundária. O jovem, que estudava e trabalhava em dois empregos, estava escondido na casa de parentes depois que agentes do ICE prenderam a mãe dele um dia antes.

O drama da mãe e filho começou em 2014, quando eles foram presos na fronteira por tentar entrar nos EUA sem a documentação apropriada. Diego e Rosa aplicaram para o asilo e foram permitidos a permanecerem em Ossining enquanto aguardavam a decisão. Apesar de não terem cometido qualquer crime após terem sido liberados, um juiz assinou as ordens de deportação de ambos, em 16 de novembro.

A mãe e filho, depois de terem sido presos, foram enviados a centros de detenção diferentes. Diego tentou duas vezes, sem sucesso, bloquear a própria deportação.

O ICE alegou que Puma estava envolvido em atividades de gangues no Equador. As autoridades federais de imigração mantiveram a alegação, mesmo depois que o Governo equatoriano enviou uma carta informando que o jovem não possuía ligações conhecidas com gangues de rua.

Durante a saga de duas semanas, mais de 22.500 pessoas assinaram uma petição que pedia as autoridades federais para liberar o jovem. “Diego não é criminoso; ele é um homem jovem cheio de sonhos, portanto, merece uma oportunidade”, dizia a petição.