Brasil

Estudantes brasileiros desenvolvem plástico biodegradável usando casca de laranja

Alunos do Distrito Federal vão participar de competição de jovens inventores na Malásia em setembro

Os estudantes ao lado do professor Alex Aragão (Foto: Clube de Ciências Marie Curie)
Os estudantes ao lado do professor Alex Aragão (Foto: Clube de Ciências Marie Curie)

Três alunos do Centro de Ensino Médio 2 do Gama, no Distrito Federal, conseguiram desenvolver um plástico biodegradável feito a partir da casca de laranja. O resultado de oito meses de estudo rendeu um convite para participar da World Invention Competition and Exhibition (WICE), na Malásia, em setembro. O evento é uma competição entre jovens inventores do mundo todo. 

A ideia dos estudantes começou em agosto de 2019, quando Barbara Wingler, 18, Kazue Nishi, 17, e Lucas Silva,19, se juntaram para pensar em alternativas para diminuir os impactos negativos causados pelo plástico no meio ambiente. Durante a pesquisa, os estudantes descobriram que a casca da laranja, devido aos seus compostos orgânicos, também pode ser tóxica e poluir a natureza caso descartada de maneira errada.

“Com as nossas condições de trabalho, todo o processo para transformar a casca de laranja demora 10 dias. Primeiro, a casca fica de molho na água, depois é preciso secar em uma estufa, que fizemos de maneira improvisada com uma caixa de madeira e tampa de vidro”, explica Aragão.

“O que a gente mais enfrenta, em se tratando de pesquisas na área da ciência, é a falta estrutura e investimento. Por isso ainda é tão difícil chamar atenção de indústrias para novos produtos, novas formas de fazer. É preciso contar com divulgação e, às vezes, tirar dinheiro do próprio bolso para custear materiais”, afirma o professor, que também é responsável pelo Clube de Ciências Marie Curie, do Gama.

De acordo com o professor, os jovens devem agora aprimorar a resistência do bioplástico feito a partir da casca de laranja para, futuramente, ser usado na produção de copos, canudos e sacolas.

Depois de ganharem três prêmios de feiras de ciências nacionais, os desafios dos criadores do projeto ainda continuam. Para conseguir participar da World Invention Competition and Exhibition (WICE), eles criaram uma vaquinha virtual, para ajudar com os custos da viagem. Para ajudar, clique no link. (Com informações do UOL)

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