Estudo aponta uso excessivo de melatonina sem prescrição médica nos EUA

Uso do 'hormônio do sono' mais que dobrou na última década; especialistas alertam para o risco do uso descontrolado do medicamento

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Cada vez mais adultos americanos estão tomando melatonina sem receita para dormir (foto: Pixabay)

Um estudo publicado na terça-feira (1), no jornal científico JAMA Network indicou que os americanos estão tomando cada vez mais melatonina, um medicamento que induz ao sono. Segundo o estudo, em 2020, o consumo do remédio sem prescrição médica mais que dobrou em relação à década anterior. Especialistas acreditam que o impacto negativo da pandemia de covid-19 sobre o sono seja um dos principais motivos para a dependência. Rebecca Robbins, cientista do departamento de Medicina de Harvard, disse à CNN que “tomar soníferos tem sido associado com o desenvolvimento de demência e mortalidade precoce”. Segundo ela, entre os sintomas causados pelo uso exagerado da melatonina estão dor de cabeça, tontura, náusea, cólicas estomacais, desorientação ou confusão mental, irritabilidade, depressão e tremores. Os consumidores, de acordo com Robbins, também podem desenvolver pressão arterial anormalmente baixa e alergias. O correto uso da melatonina é a curto prazo e a os medicamentos devem possuir grau farmacêutico. Para descobrir isso, procure um selo mostrando que o produto foi testado.

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo com o fim do dia e da luz solar. Pesquisas revelaram que o corpo diminui ou até mesmo interrompe a produção da substância quando é exposto à luz, incluindo a luz artificial de nossos smartphones, computadores e similares. Para as pessoas que têm dificuldade em adormecer, uma dica é desligar as telas, fazer exercício físicos e não beber nenhum produto com cafeína ao menos três horas antes de ir para a cama.