O aviso foi divulgado pelo Departamento de Estado e reforçado pela Embaixada americana, que mantém o país no nível 4 de alerta de viagem — o mais alto da escala, equivalente à recomendação oficial de “Não viaje”. Segundo as autoridades, a decisão se baseia em um conjunto de ameaças classificadas como extremas, entre elas detenções arbitrárias, sequestros, violência armada, terrorismo, criminalidade generalizada e instabilidade política.
O comunicado destaca ainda a possibilidade de prisões motivadas por razões políticas, sem aviso prévio, acusações formais ou transparência nos processos. As autoridades também alertou para a atuação de milícias armadas conhecidas como “colectivos”, que estariam montando bloqueios em estradas e realizando abordagens em busca de cidadãos americanos. De acordo com o governo dos EUA, estrangeiros detidos na Venezuela enfrentam um sistema judicial sem garantias legais, com acesso limitado a advogados e condições severas de encarceramento.
Outro fator que agrava o cenário, segundo Washington, é a incapacidade dos Estados Unidos de oferecer assistência consular eficaz no país. A ausência de estrutura adequada compromete o atendimento a cidadãos americanos em situações de emergência, aumentando sua vulnerabilidade.
Em resposta, autoridades venezuelanas classificaram o alerta como “alarmista” e afirmaram que a medida distorce a realidade do país. O governo em Caracas sustenta que a Venezuela vive um período de estabilidade e paz, rejeitando as acusações feitas por Washington.
