Os Estados Unidos interromperam temporariamente todos os voos no Aeroporto Internacional de El Paso, no Texas, cidade localizada na fronteira com Ciudad Juárez, no México. A medida foi determinada pela Federal Aviation Administration (FAA), sob a justificativa de “razões especiais de segurança”, e permanecerá em vigor por dez dias, entre 10 e 20 de fevereiro. A restrição inclui o fechamento do espaço aéreo ao redor do aeroporto até 18 mil pés (cerca de 5.500 metros de altitude), interrompendo operações comerciais, voos de carga e atividades de aviação geral.
Embora restrições temporárias de voo sejam adotadas em situações específicas, como grandes eventos ou visitas presidenciais, o fechamento integral de um aeroporto comercial de porte médio por um período prolongado é raro. Até o momento, as autoridades federais não divulgaram detalhes sobre o que motivou a decisão.
A suspensão afeta companhias como Southwest Airlines, American Airlines, United Airlines e Delta Air Lines. Passageiros tiveram voos cancelados ou remarcados para aeroportos alternativos no Texas, como Dallas–Fort Worth e Houston, gerando aumento na demanda por conexões e reacomodações.
A decisão provocou ajustes operacionais em diversas rotas domésticas. Como parte dos passageiros utilizava o terminal como ponto de conexão para destinos no Sudeste e no Oeste do país, houve redistribuição de fluxos para grandes centros aeroportuários.
Na Flórida, aeroportos como Miami International Airport (MIA), Orlando International Airport (MCO) e Fort Lauderdale–Hollywood International Airport (FLL) registraram aumento na demanda por reacomodação de passageiros, especialmente em voos operados por companhias com malha integrada nacionalmente.
Especialistas do setor apontam que intervenções desse tipo, mesmo quando localizadas, podem gerar impacto em cadeia na malha aérea, sobretudo quando envolvem companhias que operam sistemas de conexão integrados. Como os aeroportos da Flórida funcionam como importantes hubs para voos domésticos e internacionais — inclusive para a América Latina —, a redistribuição de passageiros tende a pressionar temporariamente a capacidade operacional.
Empresas de logística também enfrentam atrasos, especialmente no transporte aéreo de cargas leves e urgentes, o que pode gerar efeitos temporários em cadeias produtivas que dependem da fluidez na fronteira.
Com cerca de 700 mil habitantes, El Paso ocupa posição estratégica na integração econômica entre os Estados Unidos e o México. O aeroporto é um elo importante para o transporte de passageiros, executivos e cargas que circulam na região fronteiriça.
