Evali, a doença do uso do cigarro eletrônico

Distúrbio respiratório já atingiu mais de mil e matou 26 americanos

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O uso do cigarro eletrônico causou a morte de pelo menos 26 pessoas nos EUA (Foto: Vaping360 - Flickr)
O uso do cigarro eletrônico causou a morte de pelo menos 26 pessoas nos EUA (Foto: Vaping360 - Flickr)

O distúrbio relacionado ao uso do cigarro eletrônico que está deixando autoridades, médicos e famílias em alerta agora já tem nome: Evali, sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping. A denominação foi dada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos EUA (CDC, na sigla em inglês), país onde foram notificados 1.299 casos e 26 mortes. A orientação é que os usuários parem de utilizar esses produtos, especialmente os que contenham THC (um dos princípios ativos da maconha) e nicotina, pois ainda não se sabe a real causa das lesões pulmonares. O único fato em comum entre os pacientes, entretanto, é uso do cigarro eletrônico ou vaping.

Antes da hospitalização, os sintomas são dificuldade de respirar e dor no peito. Depois, febre, tosse, vômito e diarreia. O CDC recomenda aos médicos alerta máximo com a chegada da temporada de gripe. A infecção e outros vírus respiratórios têm sintomas parecidos aos casos de Evali. Em ambos, os pacientes podem ter falta de ar, suores noturnos, baixos níveis de oxigênio e pontos turvos na radiografia do pulmão.

            Além da nicotina, os cigarros eletrônicos podem conter aditivos para dar sabor de frutas, o que traz mais danos à saúde, pois cada um tem uma composição diferente, não regulamentada, que muda quando aquecida. É praticamente impossível saber que substâncias se tornarão depois do aquecimento e o que isso pode causar no organismo.