Ex-advogado de Trump, Michael Cohen é condenado a três anos de prisão

“Minha fraqueza pode ser caracterizada como uma lealdade cega a Donald Trump”, afirmou ao tribunal

0
1350
Michael Cohen foi condenado a três anos de prisão em NY
Michael Cohen foi condenado a três anos de prisão em NY

O ex-advogado do presidente Donald Trump, Michael Cohen, foi sentenciado na quarta-feira (12) a três anos de prisão por um juiz em New York. Cohen havia admitido a culpa por irregularidades como evasão tributária e duas violações das regras de financiamento de campanha.

“Minha fraqueza pode ser caracterizada como uma lealdade cega a Donald Trump”, afirmou à corte.

O juiz, em sua decisão, afirmou que as instituições democráticas do país dependem da honestidade de nossos cidadãos ao lidar com o governo. Ele qualificou os crimes como sérios, particularmente pelo fato de Cohen ser advogado.

Na semana passada, promotores federais em Manhattan disseram que Cohen agiu a mando de Trump para intermediar dois pagamentos ilegais para mulheres que teriam tido relacionamentos sexuais anteriormente com o presidente. Trump afirma que esses pagamentos não têm relação com a campanha e nega ter tido qualquer caso com as mulheres, a atriz de filmes adultos Stormy Daniels e a modelo e ex-coelhinha da Playboy Karen McDougal.

O presidente tem criticado Cohen pelo fato de que o advogado colaborava com promotores e o acusou de tentar buscar com isso uma sentença mais branda. Os promotores federais pediram uma pena de prisão “substancial” para Cohen, o que poderia levar a uma sentença de até 63 meses na cadeia.

O advogado de Cohen, Guy Petrillo, pediu que o juiz fosse leniente e considerasse a coragem de seu cliente e a “natureza extraordinária e significativa” de sua decisão de colaborar contra Trump.

“Ele sabia que o presidente poderia encerrar a investigação… Ele veio a público oferecer evidência contra a pessoa mais poderosa em nosso país”, disse Petrillo. “Ele fez isso sem saber qual seria o resultado, sem saber o efeito político, ou se a investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016 sobreviveriam”. (Com informações da Folha de S. Paulo)